Uma nova página na história da educação. Um novo dia, uma nova caminhada no sentido de construir a humanidade ou apenas entender ou conhecer a cultura acumulada pela civilização? Antigamente havia rigor e os alunos decoravam os pontos, letra por letra, a frase repetida por inteiro. Não raro sem o entendimento do próprio significado. Esse tempo passou. Decorar era a exigência para passar no vestibular. Depois da terceira LDB, uma nova aurora é a realidade.
Apenas no primeiro governo Ney Braga (l961-1965) , com a lei do Sistema Estadual de Ensino, a obrigatoriedade de concurso para o magistério. Em Irati existiam 56 escolas multisseriadas, que a gestão Zanetti elevou para 63, duas escolas de aplicação junto às escolas normais e dois grupos escolares na cidade. O êxodo rural iniciava. E a indicação para o magistério era pelo Q.I. Não pelo quociente de inteligência, mas por quem indica.
Em algumas campanhas eleitorais, os títulos de nomeação para professores e serventes eram distribuídos em branco aos correligionários do governo, preenchidos na hora do acerto político. Depois com os concursos e ocupação de vagas segundo a classificação, algumas mestras não queriam permanecer no local da escolha. Desde 1964, eis o conflito entre o Inspetor Regional de Ensino e o comando político, este sob pressão pelas remoções. Como o desrespeito na área era histórico e o interesse do ensino, secundário, não foi fácil resistir. A opção era: ou manter a escola aberta ou atender o interesse individual da recém nomeada.

José Maria Orreda – prefessor e historiador, membro da Alacs
Publicado na edição 605, 08 de fevereiro de 2012

 
 

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