Ano de eleição
Maçonaria / 9 de fevereiro de 2012 17:42
As eleições pautarão as atividades nas casas legislativas durante 2012. A disputa pela gestão dos municípios envolverá parlamentares de todos os âmbitos, do municipal ao federal.
O desafio colocado aos parlamentares é trabalhar para que pautas que se impõem como essenciais e obrigatórias neste ano sejam compatibilizadas com a rotina do processo eleitoral. Assuntos mais polêmicos, que dividem o eleitorado, tendem a ser deixados de lado. Os interesses políticos de todos estão em jogo e as consequências serão ditadas pelas urnas.
Mesmo aqueles deputados, estaduais e federais, que não encabeçam chapas para as prefeituras, trabalharão nas campanhas de aliados, na tentativa de manter força política em suas bases eleitorais.
Cabe a nós eleitores acompanhar atentamente a rotina dos parlamentos e avaliar se os nossos interesses estão sendo bem representados, mesmo em ano de eleição.
Nós eleitores devemos ter a correta noção da importância do voto, tudo que acontece é por conta da política. Também devemos ter a correta noção que as decisões que os políticos tomam devem ser pautadas em nossos interesses, ou seja, no interesse soberano do povo.
Como sempre, teremos que enfrentar novamente o velho ritual do desfile de candidatos e siglas prometendo as mesmas coisas, que todos sabemos que não serão cumpridas, é mais ou menos isso que nos espera. Ainda é cedo para avaliar, mas se quisermos que as eleições sejam um processo capaz de gerar uma maior aproximação entre o eleitor e os políticos, a primeira coisa a fazer aprender a votar.
Nós eleitores somos os protagonistas de uma eleição, mas o que vemos hoje é o controle dos políticos e dos partidos sobre as ações que invariavelmente nada têm a ver com a nossa realidade cotidiana. Está na hora de mudar as regras. O público não pode mais ficar relegado à posição de espectador. É claro que se isso acontecer os candidatos e os partidos não vão gostar, provavelmente usarão velhos argumentos, ou seja, compra de votos.
Portanto temos que aprender a votar sim, votar com consciência, sendo sabedor que nosso voto não pode ser trocado por míseros trocados: ele vale muito. Um dia, quem sabe, veremos a grande maioria da população politizada e enganchada na direção da sua nação.
Walter Alexsandro Silva
Publicado na edição 605, 08 de fevereiro de 2012
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