O Tempo em que vivemos
Maçonaria / 15 de dezembro de 2011 16:42
Vivemos em um tempo que exige reflexões profundas que nos conduzam a posições que ainda não estão bem definidas e justamente por assim não estarem é que elas nos impelem a refletir e a tomá-las.
Vivemos sempre em busca…
Buscamos a tudo, a todo o tempo!
O amor perdido, a riqueza almejada, o respeito necessário…
E o que procuramos verdadeiramente?
Fala-se muito em viver o presente, o agora. O que é o presente? Temos a noção de tempo relacionado com algo ou do passado ou do futuro.
O respeito como valor entre os indivíduos está se evaporando nas ações e nas relações interpessoais. A honestidade, premissa importante no ser e no fazer, está passando por um processo de elasticidade, chegando próxima ao rompimento e, pela confusão que imprime pelo exemplo, tornando confusos os limites entre ela e a desonestidade. Nesse enfoque, esta passa a ser rotulada como “esperteza”, isto é, “esperto” é quem pratica a desonestidade e busca transformar o seu aspecto negativo em positivo.
Por certo, é de se admitir também que, mesmo dentro desse redemoinho de crises, ainda existem pessoas boas e responsáveis que, embora chocadas, têm o compromisso de refletir e pensar em mudanças.
Pensar que coisas que realmente fazem a diferença em nossas vidas. Sábio é o homem que valoriza o comum, o habitual. Pois é do pequeno que se chega ao grande. Tudo o que há de grandioso não se concretizaria sem o pequeno.
A verdadeira busca necessária é a busca pelo aprendizado. Somente através dele poderemos valorizar o que realmente importa para nossas vidas.
Porém, não há busca sem sofrimento, nem felicidade sem dor.
Faça como o sábio…
Olhe para dentro de si e descubra que a felicidade é um estado de espírito.
E verás a real beleza da vida.
A angústia do tempo, o medo da velhice ou da perda do mesmo, faz parte do nosso ego. A morte aceita o tempo terreno e gera medo. O passar da idade, as experiências mal vividas, as doenças que (acredita-se) a velhice traz, tudo isto faz parte do tempo da Terra. Para a vida, não há passado, nem futuro, somente o presente. Viver bem o presente com atenção podemos construir um futuro mais claro. É assim a vida, seja mais feliz, deixe o passado ir embora.
Será que fiz a escolha certa? Agi bem para meu semelhante? Não podemos voltar atrás, naquilo que decidimos: o passado é irreversível. Podemos sempre tentar remediar, tentar dar a volta, superar as dificuldades de uma escolha errada. Nunca realizaremos todos os nossos sonhos, isto porque nos são impostas prioridades para que possamos sobreviver.
Com as nossas dúvidas, conhecemo-nos. Com a diversidade do mundo, aprendemos a cada minuto e procuramos a perfeição nas nossas escolhas.
Portanto, o tempo em que vivemos é o agora, e não há outra maneira de se seguir a vida se não buscando viver a cada instante a sua plenitude, com acertos e erros.
Walter Alexsandro Silva
Publicado na edição 599, 14 dedezembro de 2011.
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