Existem basicamente dois tipos de mineração a superficial, que é a mais comum e a subterrânea. No Brasil predomina a mineração superficial, sendo ainda modesto o numero de minas subterrâneas.
Qualquer minério pode ser explorado em mina subterrânea, porém o custo desta é alto, portanto o minério deve ter um valor que cubra estes gastos.
A mina subterrânea tem pontos positivos e negativos, uma das vantagens é que na maior parte das jazidas o material retirado é o minério mesmo e não estéril, alem de ser minérios sem alteração intempérica considerável que aumenta o apro-veitamento.
Ambientalmente, este tipo de exploração pode ser menos degradante que as minas a céu aberto, pois não tem de se retirar a vegetação e solo, a alteração na topografia é pouca, não deixando um ” buraco”.
Por outro lado para garantir a segurança é necessário muito investimento, no revestimento da mina, bem como exaustão, bombeamento de água e iluminação, que acaba tornado o custo elevado. Os riscos de desabamentos existem, e podem causar tragédias como ocorreu recentemente no Chile.
No Brasil o carvão é comumente explorado em minas subterrâneas, a exploração de ouro é na sua maioria feita assim também.
A implantação de uma mina desta natureza requer muito conhecimento técnico, pesquisa geológica detalhada, com sondagens, que acaba tornando-a de alto custo, sendo que na maioria os metais são o alvo deste tipo de pesquisa.

Marcio kazubek
Publicado na edição 588, em 28 de setembro de 2011

 
 

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