A agricultura é de grande importância na economia mundial e nacional, seja pelo valor monetário gerado ou pelo simples fato de produzir o alimento para a população.
Desde a descoberta do Brasil, as florestas são devastadas de forma predatória para esta atividade. Como se não bastasse, dezenas de anos de agricultura antiga com queimadas e técnicas inadequadas, acabaram reduzindo ou esterilizando muitos dos solos agricultáveis.
A expansão sobre as florestas não é mais viável, devido à conservação das florestas que sobraram. A solução vem sendo usar de técnicas adequadas e insumos agrícolas.
Para recuperar os solos e ter a produtividade desejada, as técnicas agrícolas de redução de erosão vêm avançando bem como a utilização de corretivos de solo e fertilizantes minerais.
Os corretivos de ph do solo são obtidos com a moagem de rochas carbonáticas, sendo que estas são muito abundantes em quase todo o Brasil e suas reservas são muito grandes, inclusive no Paraná, que têm destaque na produção deste.
O grande problema nacional encontra-se nos fertilizantes. As reservas nacionais dos componentes são bastante modestas e, desta maneira existe a dependência de importação destes cujos valores em si não são o problema, mas sim a dependência.
Boa parte dos minérios usados em fertilizantes estão no oriente, que é uma região com muitas guerras e instabilidades políticas, fato que pode abruptamente interromper seu fornecimento.
Nos últimos cinco anos, existe um enorme esforço do setor mineral brasileiro em obter reservas e ampliar jazidas destes minérios, para alcançar a auto suficiência. Até mesmo no Paraná existem algumas pesquisas.
Seria muito bom se dentro de alguns anos as reservas nacionais consigam suprir a demanda para poder manter a agricultura no patamar que está.

Marcio Kazubek
Publicado na edição 605, 08 de fevereiro de 2012

 
 

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