Os revestimentos cerâmicos – pisos e azulejos – são cada vez mais utilizados, embora sua origem seja bastante antiga.
A maior parte deste material é feito em duas etapas, a da base e a cobertura. A formulação varia de acordo com a utilização e fabricante, mas geralmente são blendas minerais moldadas e levadas a fornos de alta temperatura, com fusão parcial ou total.
A base das cerâmicas é feita principalmente por argilas, talco e calcários dolomiticos, que é obtida pela moagem, homogeneização, moldagem e posterior aquecimento na casa de 600 graus.
Por utilizar de materiais menos nobres e com mais óxido de ferro, eles apresentam uma cor variável, podendo ser encontrada em variadas tonalidades. Os de cores mais claras geralmente são de melhor qualidade.
Já a superfície destes revestimentos são relevantes, pois isolam da umidade, dão acabamento e as suas características de utilização.
Este esmalte já tem uma formulação mais elaborada, com materiais nobres, que utilizam ainda, talcos e calcários dolomiticos de melhor qualidade. Além de outros minerais como quartzo, caulim branco, diopsidio, que são finalmente moídos, umedecidos e fundidos a altíssimas temperaturas, formando um esmalte homogêneo e vítreo, conferindo as características esperadas para o produto.
O estado do Paraná apresenta empresas importantes no setor de fabricação e principalmente, na obtenção dos minérios utilizados, como é o caso do talco.
Estes revestimentos são relevantes na construção civil, sua obtenção exige muitos minérios e um parque industrial para sua produção.
O estado ainda tem grande potencial de expandir neste mercado sendo praticamente auto suficiente em matéria prima.

Marcio Kazubek
Publicado na edição 587, em 21 de setembro de 2011

 
 

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