“Por base o que aconteceu com o Berlusconi, na Itália, podemos afirmar que a imoralidade pela imoralidade é aceitável. Mas a imoralidade pela economia é inaceitável. O cara esteve enterrado até o pescoço, confirmadamente, em escândalos envolvendo prostituição. Mas isso não o derrubou. O que o levou à bancarrota política foi a sua inexpressividade gerencial econômica, quando as respostas exigidas por um sistema determinante do lucro assegurado não vinham. Eis a linha limítrofe do entendimento moderno de moralidade política. Envolver-se em escândalos sexuais pode. Não envolver-se na resolução de crise financeira não pode!”
Do mais podedor de afirmações inovadoras, imoralizando as deficiências administrativas econômicas, na contramão das moralizações políticas, determinando que as coisas não são sendo e são não sendo.

“Quando eu pensava que morreria e não veria tudo, eu entendia que esse tudo seriam coisas muito além da minha capacidade de acesso, de conquista, de percepções e entendimentos diversos e diferentes e extraordinários. Que nada! Esse tudo aconteceu na porta da minha casa. Eu jamais poderia imaginar que iriam pensar e decidir por mim sem sequer me consultar sobre a questão que se fazia. Quando me falavam que democracia é participação e que vivemos um regime democrático, eu pensava que iriam me perguntar se eu concordava com a proposta e se não concordasse, que se fizesse pela maioria. Qual o quê? A democracia que se fala é uma ficção que se ajusta ao discurso político que mascara interesses e agasalha outros interesses.”
Do descobridor dos sete mares, jurando que o castelo erguido com as pedras atiradas está sendo construído na areia.

“Se eu fosse a Dilminha eu ia sugerir que se fizesse, no âmbito do Congresso e da Câmara, um esforço de moralização para que a corrupção que hoje assola o país assolasse menos o país. Seria tipo assim, uma CPI das ONGs. Tenho certeza que as coisas iriam se esclarecer; os pingos despencariam nos is e tudo seria resolvido. Claro, ficariam para as próximas CPIs os outros caminhos que certamente levam ao desvio dos recursos públicos quando o miserável do povo pensa que estão fazendo coisas para ele. Mas teríamos um ambiente efetivo de enfrentamento à corrupção que, como já falei assola todos nós.”
Na fila do banco, a inacreditável dilminiaturizadora de coisas, miniaturizando até a lógica das coisas.

“Coitado. Trataram logo de descer-lhe o cacete sem sequer se perguntarem se ele tinha alguma razão do gesto. Da minha parte fico com ele. Acho que a majestade o é, em muito, pelo trânsito a facilitar-lhe os percursos entre os interesse do poder como ele é. Não sei se estou sendo entendido. Estou?”
Do mais objetivo alimentador de complicações, esclarecendo seu ponto de vista sobre coisa que envolvem majestade, futebol e interesses dos dois.
Enquanto isso… Sem isso!

Publicado na edição 595, de 16 de novembro de 2011.

 
 

Nenhum comentário

Seja o primeiro a deixar um comentário.

Deixe um Comentário