Esta edição destaca duas importantes iniciativas que ressaltam o valor atribuído às oportunidades de ser, de fazer e de crescer, tanto no aspecto pessoal, quanto profissional e social. Uma delas é o programa Mulher Atual, que desperta nela o sentimento de capacidade de mudar sua própria história, tornando-a mais confiante em si mesma e, assim, mais ativa profissionalmente e, inclusive, na sua atuação social, contribuindo para o desenvolvimento da comunidade.
Outro evento relativo a esse aspecto é o workshop realizado no salão nobre da prefeitura na quinta (01), que abordou estratégias de empreendedorismo e tópicos da lei da microempresa. A série de palestras demonstrou que, apesar de nossa formação escolar não nos preparar para sermos empreendedores, ter iniciativa na construção do mundo que queremos deve partir de nós mesmos. E o conceito não se aplica somente àquele que busca estabelecer empresa, mas a todos que desenvolvem novas ideias de gestão de soluções para os limites enfrentados nas mais variadas esferas do convívio social, como a escola, a família, o trabalho, as organizações e instituições sociais.
A mulher, em especial, tem tido papel cada vez mais determinante nas decisões que definem a agenda da sociedade. Prova disso é a escolha de Dilma Rousseff para comandar a Presidência da República. Essa representatividade jamais teria sido conquistada se ela não acreditasse em sua capacidade de transformar a realidade ao seu redor.
Ser empreendedor não é apenas mandar. Até para isso é necessário ter capacidade: ninguém sabe mandar sem saber fazer, pois é incapaz de saber exatamente o que busca. Pelo contrário, empreender é construir, é inovar, é apresentar soluções para o estabelecido e se precaver para o inesperado. Exatamente esse tipo de precaução que é necessário para quem deseja investir no mercado: saber aonde se pretende chegar e que meios são necessários para se atingir esse objetivo. Definir missão e finalidade é o princípio de qualquer empreendimento. Sem essa meta traçada, boas ideias podem falhar e desestimular a inovação.

Publicado na edição 598, 07 de dezembro de 2011.

 
 

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