

Aquiondeutô, neste dia deste mêis deste ano.
Prensado seu Robis,
Iscrevo estas maltraçadas palavras, disalinhadas nas circunstância da vida, inimaginadas nas atualidade das existência i finalmente construídas na solidêis das convicção de quem se sente nos privilégio de Beijing.
Acordo com uma dor de cabeça, uma dor nas costas e uma dor na alma e no ter que escrever fico pensando que se fossem duas as dores eu já era. Começo a escrever estas mal distribuídas linhas sentindo as ripas do estribo, devidamente distribuídas por mim.
Ela se aproxima e depois do abraço diz que me lê sempre. Sério? Pergunto. Fico grato e no começo do envaidecimento pergunto, jamais deveria, o que acha, se gosta, essas coisas. Ela diz que algumas coisas, a maioria, não entende, mas acha engraçado: “a Dona Marislawa eu acho muito gozada!”. Merislawa, digo. “Isso, a Dona Marislawa!”. Sorrio e no abraço gostoso do encontro inusitado e da afirmação idem, entre sorrisos e risos, a sugestão do assunto para as próximas colunas. Antes tento arrancar algumas observações pretendidas importantes: percebe o estilo?
O acampamento entre os pinheiros visto da curva do rio, na qual tantos choros já haviam sido sufocados e tantos gemidos abafados e tantos suspiros cortados e tantos cabelos molhados e tantos suores enxugados, parecia uma pintura num quadro de vitrine popular. As casinhas de barro dos Joãos, desproporcionais aos galhos em que foram construídas, as copas das árvores exageradamente verdes, os troncos de um marrom que parecia barro e os cinzas das nuvens quase pretos.
Daí queu tava vindo ca égua da vizinha ali pela rua detrais da roviária na maior das tranquilidade. A danadinha tava contente de me carregá i isso eu via nos zóio dela, por causa deu ser mai liviana ca dona dela. Ia devagarzinho por causa dos casco, pra não partí i de veiz inquando dava uma paradinha prela comê umas língua de vaca i otros capim ali tão verdinho que dava até vontade da gente comê uns poco.
Depois de tudo o que está sendo dito, declarado, defendido, denunciado, discutido, anunciado, articulado, procurado, investigado, mostrado, emitido, omitido, repetido, refletido, explorado, explicado, manipulado, evocado, esclarecido, lembrado, relembrado e mais que tudo, despertado a atenção de quem precisa ter a atenção despertada, percebe-se que há muito, ainda, o que se amadurecer enquanto consciência crítica coletiva num ambiente social e político fundamentado em princípios democráticos mas constituído de normas legais nem sempre compreensíveis enquanto instrumentos de garant
A noite terminava mas o dia insistia em não aparecer. Ele percebeu que alguma coisa não estava certa. Esticou a mão para o criado mudo comprado bidê na loja de móveis usados e com cuidado identificou os óculos pelo tato. Esse procedimento forçou-se desde a madrugada em que certo do que apanhava, derramou o chá de cipó cabeludo deixado toda noite para ajudar na soltura dos intestinos. Poderia simplesmente mudar o lugar do copo, mas entendeu que o necessário cuidado o tornaria melhor.
É verdade! Eu disse que a responsabilidade da educação das crianças é dos seus pais. É verdade! Eu disse que as tarefas domésticas são necessárias para criar na criança, no adolescente, no jovem, o sentido da responsabilidade. É verdade!
Ele liga o computador e inicia a escrita iludindo-se que alguém vai perder tempo lendo-o. Aí já retorna à frase recém concluída e pensa que existe uma figura de estilo que denomina o fenômeno de substituir o autor pelo texto e até pensa em discorrer sobre isso apenas para justificar o porquê de concordar o verbo com ele e não com a escrita. Lembra-se das opiniões, escassas é verdade, sobre as coisas que escreve e desiste da idéia uma vez que a mais latejante dá conta dos pedidos de não ficar enrolando e, se possível, escrever menos e em letras maiores.
Cabe a cada um decidir o que é melhor para si. Nem sempre a escolha se dá à luz da consciência, nem sempre a decisão resulta do exercício lúcido da responsabilidade, nem sempre a opção corresponde à lógica determinante dos valores comuns.
Seu Robis... alô? seu Robis? Tá iscutando? Sei cocê tá aí do otro lado porque senão ia dá sinal docupado ou só ia chamá!!! Seu Robis?
I – Na saída do portão da casa da falada ele oiô pros lado pra se garantí que não tinha nenhum conhecido passando i deu um pulinho pra rua, chacoaiô os ombro, decerto pra alinhá ca pressa dos passinho iniciado miúdos, i disapareceu na curva onde a vizinha dos fundo tinha sido atropelada pelo motoquero da madrugada sabido depois irmão gêmio da sobrinha da irmã única, um arrepio desceu da cabeça nessa recordação i levô a mão direita até a testa, o umbigo e os ombro iquerdo i depois o direito. Tinha de chegá na casa antes da novela terminá pra não se fazê percebê tarde.
Acampamento enorme à beira do rio, gente dormindo por toda a parte dividindo cobertas e camas. Muita gente, muita cama, muita coberta, muito vento e muito barulho de água. Uma almona levanta-se e brada a desordem que faz os maiores puxarem as cobertas dos menores desprotegendo-os. Na revolta, a figura inacabada levanta-se e vai até uma cerca velha com uma porteira arrebentada. Levanta os restos da madeira apodrecida e tenta fechar o que não é possível. Um bandinho de jovens passa barulhento pela estrada que não havia e seguem barulhentos com seus violões e risos.
Recentemente fui inquirido a responder se concordava com as freqüentes ações de... digamos... “ajuda ao próximo” que freqüentemente se desencadeiam na cidade de diferentes maneiras. – Claro que sim. Toda forma de ajuda é valiosa e necessária, independente da natureza e das intenções que a geraram, pela simples constatação óbvia de que se alguém está pedindo ajuda é porque precisa de ajuda. E se alguém precisa de ajuda, alguém tem que ajudar! Ponto final.
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Então o piá me pergunta quando vou começar as aulas de redação. Fico espantado porque o local da pergunta não tinha nada a ver. Acho mesmo que ele nem queria fazer a pergunta e a fez para disfarçar o desconforto do flagra pela tragada mal interrompida. “Não tenho idéia. Se tiver certeza de que não será preciso alterar os dias das aulas por conta de outros compromissos de trabalho espero começar após o carnaval.” Respondi sem muita convicção, muito mais para não demonstrar que não o reconheci ou que simplesmente não o conhecia.
No palco enorme do carnaval enorme de fantasias enormes, o som gigante para a alegria idem. Os agitos e pulos, os gritos e apitos expressavam a alegria própria da necessária catarse anual. No canto do imenso palco os olhinhos de coruja solitária miravam no bracinho amiudado da velhinha que na outra extremidade do circo rodopiava segurando um pacotinho amarelado com três bananas e uma garrafinha vazia de água mineral.
Janela dos fundos das idéias
Chamamento.
Fingidas. Fugidias. Surdas
Oportunistas. Convenientes. "
Os miolos estavam em estado de fervura. Nas mãos, bolhas d’água anunciavam alguns calos. A garganta exigia, a cada dois minutos alguma coisa não muito gelada para evitar o choque térmico, tamanha a temperatura do corpo que se esvaia em suor que desembocava nas sete léguas que protegiam de possíveis cobras. Os últimos, dos milhares de centímetros quadrados roçados já vencidos, lembravam uma cena de final de maratona olímpica, coisa assim meio cinematográfica. Os braços, quase desordenados, lançavam a foice quase a esmo que roçavam quase nada.
A modernidade nos força, induz ao planejamento constante das nossas ações e, não raro, nos impessoaliza na manifestação daquilo que deve ser a nossa principal ferramenta nesta construção diária de nós mesmos: os sentimentos de gratidão, de respeito... de amor.
Neste ambiente em que mil palavras de carinho são desconstruídas por uma imagem de permissividade e por mil estímulos à competição, é simplesmente maravilhoso perceber que vocês, pai e mãe, são expressões concretas da bondade de Deus.