

Nietzsche, no livro Zaratrustra, nos propíµe três níveis de elevação do espírito, ou seja três graus pelos quais devemos passar. Estes níveis são: o camelo, o leão e a criança.
Quando falamos de política enquanto ação real, temos a necessidade de manifestar um posicionamento. Ou seja, não basta dar pistas, é preciso dizer o que é o que.
No passado vivíamos um governo colonial, focado em pessoas e não em modelos político-econí´micos. O poder estava nas mãos de uma única família, mais especificamente da de Dom João VI. Ao poderoso monarca todo poder era concedido. E, muitas vezes a mando da esposa, Carlota Joaquina, fazia o que convinha.
Ao observarmos a colocação de Aristóteles, que homem ele é um “animal racionalâ€, somos tentados a compreender como se razão fosse algo acrescido í natureza animal. Fazendo de um simples animal algo evoluído, ou seja, que pensa. Parece-nos que não se trata somente disto. Mas sim de uma nova realidade, onde o animal é transformado pela alma racional. O homem não pertence ao conjunto dos seres instintivos, mas ao grupo dos seres dotados de “logosâ€. Seres capazes de si e da divindade.
Há na filosofia um momento em que o homem passa a admirar-se também por ele mesmo. Não só o mundo é a causa de seu estranhamento, mas ele mesmo o é. Em estranhando-se a si mesmo, o homem faz uma filosofia do próprio homem.
Algumas questíµes norteiam esse pensamento sobre si, talvez são as questíµes mais evidentes e vivas no ser humano desde sua constituição no mundo, tais como: Quem sou? Por que sou? Dê que sou? Por que vivo?
Esta é a última coluna da série sobre o “terceiro Setorâ€. Muitas são as entidades que compíµe este setor, entretanto, alguns elementos que podem ser considerados comuns, ou que servem de aglutinadores destas entidades. Estes elementos seriam:
- Atividades. Estas entidades, em sua totalidade, desenvolvem atividades de caráter público, entretanto financiadas por particulares. São entidades que perseguem propósitos de interesse comum, voltadas para a ação e suas referências e motivaçíµes estão numa compreensão de bem-estar social.
Como vimos na edição anterior, o conceito “terceiro setor†não é esclarecedor, mas sim confuso e sem identidade clara. Pois, sob este conceito, reúnem-se organizaçíµes não-governamentais, organizaçíµes sem fins lucrativos, organizaçíµes da sociedade civil, associaçíµes de moradores, igrejas, clubes, instituiçíµes culturais, e tantas outras.
A vida acontece no fluir de um grande conjunto de forças, pensamentos, pessoas e açíµes. Estamos í disposição das diversas forças que confluem. Somos responsáveis por elas, pois a vida reage de acordo com nossas açíµes e nos nós da vida visualizamos os saltos existenciais.
A força de comando do estado se dá pela centralização do poder, que está convergido nas diversas instituiçíµes que compíµe a estrutura de mando. Esta idéia de estado está atrelada í s idéias de organização, territorialidade e nacionalidade. O estado utiliza de seus aparelhos para manter sua força e seu controle.
Assim, o estado dispíµe de mecanismos que criam normas, que as fazem cumprir e que punem os infratores. Estas normas têm em vistas a defesa de um grupo, da classe dominante que detém o poder estatal.
Ao redor da mesa a conversa pós café da tarde com pão de queijo e cuque de banana. Irati, Ponta Grossa e Curitba.
- Tenho sido contemplado com o despertar diário de um sabiá exatamente í s seis. Não sei como pode haver tanta pontualidade e força na cantoria.
- Lá em casa também acontece a mesma coisa. í€s vezes chega a encher o saco de tanto que o bicho canta.
- Aqui, í s seis, a gente é acordada pelas buzinas dos automóveis e pelos motores dos í´nibus. Seria então í s sete, no horário de Deus, que o sabiá canta??
Com a ascensão das multinacionais e o fortalecimento dos grupos econí´micos, aconteceu a gradativa esfacelação das antigas estruturas de classes. Estas estruturas, surgiram da economia mista, protegida e financiada com recursos públicos durante as décadas de 1950 e 1960. Fortaleceram-se com os financiamentos externos, recursos militares e os pequenos salariais das décadas de 70 e 80. Por fim, tornaram-se extremamente ricas e poderosas com as privatizaçíµes e trocas de dívidas por açíµes, nos anos 80 e 90.
O poder é a forma mais contraditória da manifestação humana. Pelo poder somos capazes de tudo, fazemos e desfazemos, nos unimos e nos afastamos. E, como nos ensina Maquiavel, destruímos vidas em busca das glórias do poderio.
No que diz respeito aos bens públicos, o dinheiro é o mais cobiçado, o mais burocratizado e o menos organizado. Toda burocracia tem uma única finalidade dificultar o entendimento laico e facilitar o acesso de quem está por dentro dos tramites internos.
Dificilmente um desapercebido saberá ler uma peça orçamentária. Entretanto, eles, mesmo sem ter capacidade intelectual para tanto, têm a capacidade de utilizar deste valor com liberdade e autonomia, sem a necessidade de tantos meandros.
Há tempo que não discutimos temas políticos neste espaço. Durante algumas ediçíµes viemos colocando questíµes referentes í educação. Esperamos que estas tenham atingido í s classes de educadores, que eram nosso principal foco.
Entretanto, gostaria de retomar a discussão acerca da política e das relaçíµes de poder. Esta reflexão estará girando ao redor do poder constituído, da política e do estado.
A Filosofia da Educação cumpre um papel fundamental dentro da escola, enquanto detentora do processo educativo. Propíµe um movimento de auto-reflexão, isto é, uma postura refletida da educação, onde a educação não deve se desvincular da realidade, mas se propíµe a buscar seus fundamentos na práxis.
Estudos sobre a realidade nacional constatam que um terço da população vive na pobreza absoluta e com baixíssimos níveis de escolaridade. Este grupo está sem acesso í educação, ao trabalho, í renda, í moradia, ao transporte e í informação. Mesmo que o Brasil tenha mudado substancialmente ao longo do último século, tais desigualdades sociais mantiveram-se. í‰ exatamente neste quadro que se insere hoje a exclusão tecnológica.
A Idade Média se destaca pelo empenho e dedicação que alguns tinham aos estudos. Os estudantes tinham como único caminho para vida o estudo em si. Ou seja, não havia entre eles o intuito da escola moderna, onde o estudante (aluno) se coloca em formação para uma atividade. Toda a atividade do estudo estava centrada nela mesma e a partir dela se desenvolvia uma busca interna, onde a sabedoria irrompia como empenho e dedicação. "
Terminamos aqui uma série de textos sobre o homem no seu confronto com a educação. Sobre isso há muito a se dizer. Entretanto, permaneceremos na compreensão de educação enquanto crescimento formal e definido por um conjunto de normas e deveres, í s vezes, tolhedor da criatividade, se mantivermos a idéia de educação enquanto formação escolar.