

Vimos todos a beleza que foi a abertura da Olimpíadas na China. Mais difícil ainda destacar um dos quadros como favorito, dos que compuseram a grande ópera/epopéia que é a história de tudo aquilo. Segundo o pessoal que cobre pra imprensa, e acompanha há muito tempo os eventos nada, anteriormente, teve o mesmo brilho. Acredito, afinal quem sou pra duvidar de tão credenciadas personalidades.
Era um domingo, 11 de abril 1993, com chuva, em Donington Park. No grid de largada Prost com Williams; Hill, também Williams; Schumacher, Benetton; Senna, McLaren e Karl Wendlinger, com Sauber, fechava os cinco primeiros. Quando a cor da luz mudou de vermelho pra verde, o pau comeu. No racha, Michael “Dick Vigarista*” Schumacher, jogou seu carro pra cima do carro de Ayrton, que teve que colocar duas rodas fora da pista pra se livrar da batida. Nesse entrevero, Karl Wendlinger, que havia largado em quinto, se aproveitou da situação e pulou pra terceiro, por pouco tempo.
Caros, por motivo sobre o qual você poderá tirar as tuas próprias conclusões, não vou falar nada; simplesmente transcrevo uma matéria do portal Terra do dia 24 de julho, quinta-feira última, e você vê em que mato a gente anda lenhando.
Tarso: todo cidadão deve cuidar ao falar ao telefone
Funcionários da agência local da COPEL comemoraram sábado, com um almoço, os vinte anos de instalação da unidade de Irati. A fase tem início com um documento emanado da Superintendência Regional de Ponta Grossa, autorizando a criação do Centro de Distribuição de Irati, o que se cumpriu em 15 de julho de 1988. De lá pra cá, foram várias mudanças de endereço até que se chegasse à instalação definitiva. Desnecessárias maiores referências à empresa, todos sabemos de que falamos – ou ouvimos – quando ela é citada, quando se trata de COPEL.
Depois de muita correria, chegamos à sexta-feira, quatro de julho. A canseira – não no sentido usual do termo, no pejorativo mesmo – que eu levei ainda vai dar livro, mas deixa. A festa foi maior. Abriram a noite, Alceu “Branco” Binda, e depois Marli e Tigrão. Não lembro de fato anterior parecido. Ou lembro. Desde o tempo da Banda 15 de Julho, do Capitão Marinho Pinto, a música popular brasileira – a verdadeira – não era tratada com tanto respeito, em Irati, por músicos e platéia.
Reinaldo Azevedo é jornalista da VEJA e mantém um blog, http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo - talvez o mais acessado do Brasil -,
na Internet. Tinha vontade de tratar do tema tratado por ele aqui, mas me falta
consistência, então, apelo. Leiam, vocês não vão se arrepender.
Marco Leite
Minc e a internacionalização da Amazônia
Não sei se alguém aí da platéia lembra-se de uma série da Globo, apresentada há alguns, chamada "Você Decide". Pois bem, aos que não assistiram, era o seguinte: para cada capítulo, a discussão de um tema diferente – claro - explorando situações pouco habituais como, por exemplo, um filho "dimenor" que matou os pais com algum resquício de perversidade, não muito, porque não ganhou no dia das crianças um presente há tanto desejado. Tudo correria normalmente se o rebelde petiz fosse, pela autoridade competente – no caso a produção do programa -, punido.
Corações e mentes do país foram abaladas em pouco mais de trinta dias por duas quedas, uma criminosa e com vítima fatal, a segunda, burra e, dependendo do ponto de vista, também com vitima(s). Na primeira o que vimos foi a televisão promovendo uma inquisição no atacado, e uma condenação no varejo, e o incrível poder de transformação das pessoas à frente de uma câmera de TV. Do ostracismo para os jornais, as pessoas passaram da seriedade ao estrelato sem o menor pudor, concedendo-se o direito de pairarem acima do bem e do mal. Por pouco tempo!
Exemplar a aula de competência que a policia paulista tem nos dado no caso da menina jogada pela janela do apartamento, na capital paulista. No exemplo, estamos tendo a oportunidade de assistir como deveriam correr, ou como deveria ser o padrão de investigação, no caso de um delito. Mas nem sempre é assim, melhor, quase nunca. Claro que a imprensa deu sua parcela de colaboração expondo à quem quisesse e a quem não quisesse ver, que uma pessoa havia sido jogada de um andar de um edifício.
No próximo dia 26, sábado, a Cultura FM completará seu primeiro aniversário. Parece que foi ontem, só parece, na verdade ela nasceu há pouco menos de dez anos.
É indescritível – todos vimos, e vemos – a determinação com que se jogou toda a imprensa da patriamada, na cobertura na queda, até que se prove o contrário, da menina Isabella, em São Paulo. É muita morbidez pro meu caminhãozinho.
Antes que digam alguma coisa me deixa tirar da reta: juro, não conheço ninguém envolvido na peleia – em nenhum dos lados – e só cheguei aqui por curiosidade. Deu-se o seguinte: li que um só daqueles foguetinhos, meia boca, ar-terra, que os americanos disparam no Iraque – e nunca um de cada vez -, custa à insignificante importância de 75 mil dólares. E porque “meia-boca”?
Não morro de amores pela classe política em geral, como, em geral, não morro de amores por classe nenhuma. Claro que sei que a recíproca, como não poderia ser diferente, ela também não me cultua, o que muito me alegra. Mas, dá-se o seguinte: Irati, naquele tempo, corria atrás da vinda pra cidade da Siemens Automotive, atraída pelo projeto do governo estadual do pólo automotivo do Estado. Briga de facão pra cachorro grande, o Rodrigo, então prefeito, encontrou em Nelson Justus, então secretário de Indústria e Comércio, o parceiro ideal pra empreitada.
“Os povos condenados à extinção começam por perder seu sentimento religioso, o que leva a decadência moral, pois a alma já não se orienta pelas leis divinas. Aos poucos, degenera-lhes o cérebro. Suas faculdades se concentram numa só coisa: os interesses materiais.
Fui avisado pra não chamar de aeroporto, cuidado desnecessário, eu não faria isso. Sei algumas coisa à respeito da atividade e não cometeria o desatino. Dá-se o seguinte: ontem, se houve furo de agenda, deve ter passado por Irati um dos diretores do IAP – Instituto Ambiental do Paraná – pra discutir a licença ambiental da área pretendida para a construção do...aeródromo.
Conta à lenda que tudo começou com a gravação, em 1958, de “Chega de Saudade”, de Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Morais, com João Gilberto. Eu penso que “Chega de Saudade” foi o ponto onde desaguou um movimento que já se insinuava há algum tempo, e os personagens até o desaguadouro foram vários. Um deles, Garoto – Aníbal Augusto Sardinha – violonista - volto a anotar, pra mim - foi um dos responsáveis pelo que ocorreria e seria chamado, bem mais tarde, de Bossa Nova.
Em 1983 tínhamos, o Nego – Carlos Alberto – Pessôa e eu, uma agência de propaganda em Curitiba, a Macunaíma. Neste ano Björn Borg (Estocolmo, 06 de junho de 1956) encerrava, depois de 10 anos e cem milhões de dólares, a sua carreira de tenista. Vira a página. A Macunaíma produzia a programação esportiva da Rádio Estadual, hoje Educativa, do Paraná. A Scandinavian Airlines System, hoje International, com a finalidade de popularizar o tênis, e sua marca, promoveu uma turnê de despedida de Borg, que incluiu o Brasil.
Tava lendo domingo alguns “blogs” de política, na Internet, e dei de cara com o texto que vocês lerão a seguir. O texto é do jornalista Josias de Sousa, do Blog da Folha de São Paulo. Na verdade é daquelas coisas que a gente tem vontade de escrever e não sabe, e se assim é, “relaxem e gozem” – se a Ministra do Turismo pode sugerir, eu também posso.
Não sei o que quer dizer carnavália, juro (até a janela do corretor do Word abriu pra perguntar se eu quero “adicionar ao dicionário”), mas foi o que ocorreu quando lembrei da presença, patética, do Ministro dos Esportes, Orlando Silva (nome de cantor antigo, né?) na televisão, tentando explicar que usara o seu cartão corporativo – numa tapiocaria, em Brasília – porque havia se enganado. E pra tornar mais clara, e esfarrapada, a interpretação, mostrou os dois cartões: o dele e o do engano.