Quanto vale seu futuro?

Diz a célebre máxima que “tudo vale no amor e na guerra”. Entretanto, nem tudo vale na conquista do eleitorado. Mesmo com extensiva campanha do TSE e da Justiça Eleitoral pelo “voto limpo”, houve quem se sujou e também houve quem se lambuzou por completo!
Tudo a troco de algumas dezenas de votos, que em algumas metrópoles podem não significar nada. No entanto, em cidades pequenas, altera completamente os resultados das eleições, em especial o das proporcionais.
A eleição de 5 de outubro completa hoje um mês e, mesmo assim, cabem recursos e sobram pendências no que diz respeito a quem realmente assumirá o poder a partir do ano que vem.
Existem aqueles que trocam seu futuro por um churrasco, há os que entregam seu destino em troca de um jogo de camisas ou por míseros R$ 30, que nem mesmo são suficientes para comprar um botijão de gás. Imagine para sobreviver ao longo dos quatro anos em que o eleitor não terá o direito de fazer qualquer cobrança das autoridades, visto que entregou por miúdos o seu poder de decisão e sua cidadania.
Vender o voto por tão pouco é queimar o título eleitoral em praça pública! Nem foram diplomados os eleitos, muitos eleitores já se arrependem de suas “decisões”. E durante quatro anos – se não houver reeleição! – o eleitor que vendeu o voto terá que engolir a seco tudo que for arquitetado por esse tipo de político sem um pingo de senso de cidadania e de respeito. O resto do eleitorado, aquele que votou por espontânea vontade e de limpa consciência, também. Mas esses últimos têm ainda o direito de cobrar soluções. Os primeiros, não, por compactuar com artimanhas do tempo do coronelismo como a troca de favores. Não poderão reclamar que sua rua não tem iluminação pública, coleta de lixo, que seus filhos não têm escola, que não conseguem emprego.
E outra: quem se sujeita a trucidar a democracia de tal forma, é capaz de qualquer coisa depois que chega ao “trono” comprado. Agora, a decisão que deveria ter ficado nas mãos da população se transfere à jurisprudência dos Cartórios Eleitorais. Que pena!