

Às vésperas do dia de Nossa Senhora das Graças, comemorado no dia 27 de novembro, a Imagem da Santa, proclamada por João Paulo II como a maior do mundo, permanece rodeada de tapumes e entulhos de construção de um projeto de revitalização que estacionou já há algumas semanas devido ao mau tempo.
Nem mesmo a missa solene dedicada à Virgem Maria poderá ser realizada nesse ano. Por um bom tempo, a capela permaneceu fechada à visitação, dotando a imagem de um semblante triste. Um dos principais pontos de peregrinação na região, que permitiu que a cidade fosse considerada pelo papa como uma localidade essencialmente mariana, virou alvo de um projeto de atração turística que não prioriza tanto assim o lado espiritual.
Além disso, há divergências entre as versões apresentadas por membros da Comissão de Manutenção da Imagem e pela prefeitura, no que tange à consulta da primeira em relação ao início da execução do projeto. De um lado, existe a fala de que o projeto começou a ser executado sem o aval da Co-missão. De outro, há a alegação de que existem pessoas que não participam das reuniões da Comissão e não se inteiram dos assuntos.
Contudo, o que importa é que os devotos estão deixando de se aproximar do local, devido à série de transtornos e inconvenientes da obra. Este ano, inclusive, marcará a quebra da antiga tradição da benção de ano novo que era feita na Santa, devido ao andamento da revitalização.
Mesmo sem a conclusão da primeira etapa, resolveram reabrir a capela, sem considerar a possibilidade de falta de segurança do local para crianças e idosos, já que o calçamento está sendo trocado e existem pedras soltas no lugar, que fica no topo de uma subida íngreme.
Que Nossa Senhora das Graças atenda ao clamor de seus filhos, que anseiam pelo direito de manifestar sua devoção sem os inconvenientes da obra, no mais curto prazo possível. Se não a nova iluminação, que a alvura de seu imaculado coração possa aclarar as mentes dos iratienses que estão sob sua poderosa proteção.