Aniversário

No próximo dia 26, sábado, a Cultura FM completará seu primeiro aniversário. Parece que foi ontem, só parece, na verdade ela nasceu há pouco menos de dez anos. Muita correria, muita gente envolvida e o projeto acabou desembocando nisso que ouvimos hoje. Claro que ainda é só começo, ela pretende mais, quer mais e agora creio que seja apenas uma questão de pouco tempo. Aparentemente, a parte mais difí­cil foi superada, colocá-la no ar, daqui pra frente são conseqí¼ências. Gosto muito dela, não por fazer parte da Associação, mas pelas reaçíµes que ela, a rádio, acabou causando. Já ouvi várias vezes declaraçíµes tipo “é a melhor rádio de Irati”, e, confesso, não concordo, e costumo deixar claro isso í s pessoas que tem essa opinião. Digo-lhes, sempre, que ela é só mais uma e que a diferença está na programação. Ela pode ser esmeradinha com o que se propí´s, o que não a difere do perfil das outras rádios iratienses que focam suas programaçíµes em temas diferentes, e não são piores por isso. Mas é assim mesmo, se todos gostassem de vermelho seria uma chatice. Infelizmente ainda não podemos fazer a festa que desejamos, mas ela também virá, e mais cedo do que se imagina. Estamos preparando uma comemoração do jeito dela, dentro do padrão que nos propusemos: calminho, mais pro intimista, mas dentro da expectativa, e vocês serão convidados. E eu espero que vocês compareçam. Antes de encerrar estas mal-traçadas quero, e acho que vão pensar que to brincando, mas não estou, dizer í s pessoas todas que em algum momento e de alguma forma fizeram - ou fazem - parte do projeto, que as suas presenças foram e continuarão sendo muito importantes e de certa forma vitais pra que a Cultura FM tenha conseguido completar o seu primeiro aniversário. Não cito nomes, mas todos sabem pra quem e de quem eu falo. Confesso novamente, estou feliz, mas a festa não é minha.
Comoção e circo - Felizmente vai chegando ao fim a marcha imposta pela moral e os bons costumes - das televisíµes - que fique claro, que elas nos impuseram nos últimos dias. O “show bizz” vai chegando ao fim mais ou menos como se esperava. Repórteres, especialistas em comportamento humano, vizinhos, passantes comuns e turistas - vi numa matéria, um pessoal que desceu da Bahia pra São Paulo pra fotografar casa do pai e da madrasta da menina assassinada - fizeram a festa de todas as estaçíµes disponí­veis no paí­s. O assunto merece atenção? Claro, sob todos os aspectos! Mas quando tratado dentro das regras mí­nimas de civilidade. Quando a coisa passa pro terreno das caça as bruxas, troca-se o foco jornalí­stico pelo circo. Foi o que se viu. O que é uma pena.