O que se ouviu por aí­...

“Infelizmente estão fazendo de uma tragédia real uma novela. Se o mesmo destaque e as mesmas incursíµes investigativas fossem dadas ao envolvimento de crianças em crimes hediondos que lhes privam de liberdade, principalmente naqueles que envolvem tráfico e consumo de entorpecentes, certamente o enfrentamento aos criminosos teria uma outra faceta. Certamente os pais teriam mais alento e a sociedade seria mais humana.”
De um humanizador de sociedades, referindo-se í s feridas que sangram abundantemente mas que não encontram o mesmo respaldo da grande mí­dia na promoção do seu estancamento.

“Até que as provas sejam conclusivas e os culpados sejam apontados com segurança, temos que nos render í  máxima de que todos são inocentes até que se prove o contrário. Essa situação não diz respeito a uma peça nem a um ensaio de ficção. Por mais difí­cil que seja aceitar essa realidade é melhor que se demore na identificação dos culpados e quando isso acontecer que sejam punidos conforme a previsão legal, do que cometer uma injustiça, em nome da eficiência, e se culpar um inocente ainda que temporariamente.”
De um probabilizador de casos, considerando as possibilidades remotas diante das evidências nada temporárias.

“Estamos vivendo um momento de grande turbulência nos mercados mundiais de alimentos. Se antes as luzes apontavam para as dificuldades na produção de energia, agora os holofotes centram questíµes mais sérias, relacionadas í  capacidade de sobrevivência das populaçíµes. Curioso é o aspecto determinante das negociaçíµes, que envolve as naçíµes que são grandes produtoras de alimentos mas que são grandes consumidoras também. Nesse cenário o Brasil ganha especial destaque pois produz mais do que consome. Resta aos detentores do poder, no Brasil, criar mecanismos que não permitam a sobretaxação dos alimentos que se produz aqui, em nome da balança comercial.”
De uma determinadora de pontos de vista, balançando a cabeça comercial e encolhendo a barriga sobretaxada.

“As últimas pesquisas dão um í­ndice recorde de aprovação ao governo federal. Isso aponta seguramente para duas situaçíµes: ou o governo é muito bom e os analistas e comentaristas polí­ticos deveriam procurar outra ocupação; ou os entrevistados pertencem í  população sem capacidade de análise mas com ótima capacidade de comentar as coisas. Há, ainda, mais uma hipótese, se melhor ou pior depende da capacidade de cada um analisar: a divulgação das pesquisas não passa de uma estratégia para fortalecer a idéia de um terceiro mandato.”
De um otimizador de sugestíµes, destilando ironia diante dos sapos engolidos de ré arrotados caviar.

Enquanto isso, na Terra do Compromisso...
“O frio que não chega expondo ao derretimento desejos e anseios de poder.”