O que se ouviu por aí­...

“A imagem que ele vê de si mesmo certamente é a imagem de um espelho destorcido. Não é possí­vel que alguém viva só de aparências. Não é possí­vel que a vaidade consiga sobrepor-se aos valores que têm sido construí­dos ao longo da sua existência por aqueles que sempre se mostraram tão responsáveis e tão presentes e tão preocupados com a sua formação humana.”
De um impossibilitador de crenças imaginí­sticas babando preocupação com formaçíµes deformadas envaidecendo-se com as construçíµes existenciais.

“Eu prefiro acreditar que você escreve o que escreve na ingênua esperança de que alguém entenda o que está escrito. Ingenuidade, porém, tem limite e o limite que se apresenta transcende í  esperança de alguém ler. Quanto mais entender.”
De um crí­tico literário preferidor de crenças estimulantes í s travessuras ling¨¨uí­sticas que se escrevem por aí­.

“Quando o mandei plantar batatas, não quis mesmo ofendê-lo. Antes, desejei estimulá-lo a uma atividade altamente rentável, considerando-se que o mercado internacional de alimentos vive um momento de plena expansão, o que se traduz em excelente oportunidade de bons negócios. Isso se ele me obedecer, é claro!”
De uma preocupada desmanchadora de relacionamento, travestindo a cruel decisão, e sua manifestação, de aconselhamento rentável.

“Em nome da soberania da sua gente ele está promovendo um desmonte nas relaçíµes internacionais e, fatalmente, levando a nação a uma situação de empobrecimento que se traduz em retrocesso e perdas comerciais. O paí­s não possui capacidade tecnológica nem de gestão para assumir as responsabilidades de produção que estão estabelecidas a custa de investimentos estrangeiros.”
De um comentador de traquinices governamentais, referindo-se í s decisíµes administrativas equivocadas em território abaixo do Equador.

“Quando menos se espera um fato novo ganha dimensíµes inimagináveis porque todo o mundo passa a comentá-lo sem lembrar-se do fato anterior. Quando lembram, é apenas para comentar vagamente o fení´meno, normalmente sujeito í s variaçíµes de interpretação que, no fundo, estimulam ainda mais a fixação da novidade no imaginário popular. í‰ como se as pessoas se sentissem bem ao demonstrar capacidade de análise quando na verdade estão fazendo o jogo estratégico da minimização do fato anterior.”
De uma analisadora de fení´menos estimuladores estratégicos, falando das dinãmicas de convencimento fartamente utilizadas para provocar discussíµes e esquecimentos.

Enquanto isso, na Terra do Compromisso...
“Sem invençíµes, com muitas traduçíµes.”