|O que se ouviu por aí­...

“Enquanto há tantos que riem sem motivo, há outros tantos em maior número que choram por fortes motivos.”
De uma comentadora de coisas óbvia, achando-se inteleigente em comentário piegas.

“Elas estão cobertas de razão... certí­ssimas!”
Do mais polêmico e irreverente e performático diretor de teatro brasileiro, repondendo í  pergunta sobre o que achava das mães que não estimulam seus filhos í  atividade teatral.

“Esses esticamentos ainda vão fazer a pele rasgar em algum lugar. Se é que já não rasgou.”
De um percebedor de esticaduras dermatológicas, enxugando o canto da boca e comentando cutis famosas.

“Há evidências claras de envolvimento em corrupção que não se constituem em provas e por isso os caras não estão nem aí­ para o que os comentaristas e analistas dizem. O importante para eles é que a justiça não os pode condenar pelas evidências e nem a população deixar de votar neles. Nesse caso por dois motivos, o primeiro é a ausência de condenação e o segundo é o esquecimento do eleitor.”
De um interpretador de comportamentos polí­ticos, explicando as motivaçíµes determinantes das facilidades corruptoras das quais a impunidade é a porta de entrada.

“Realidade é realidade. Ficção é ficção. E entre uma e outra estamos nós, babando com as fantasias que nos são mostradas diariamente. Elas nos fazem sonhar e nos sentir mais pertos daquilo que jamais teremos ou seremos.”
De um registrador de babamentos em comentário pedante sobre os comportamentos expectotelenovelí­sticos.

“Há não muito tempo havia uma significativa percela da população idosa acreditando que as vacinas contra a gripe eram iniciativas oficiais de extermí­nio da população para diminuir os gastos da previdência. E isso se constituiu em um mito entre as camadas mais desinformadas exatamente como os mitos se constroem entre as camadas que se acham mais informadas, mas que, na verdade estão sujeitas ao mesmo fení´meno, ainda que involuntariamente.”
De um tentador de explicaçíµes lógicas em vão esforço de clareamento de idéias na coletividade.