O que se ouviu por aí­...

“Essa quietude toda que se vê por aí­, inclusive nas redondezas, quer dizer um monte de coisas. Inclusive que tem gente escondendo a carinha pra não ser batida. Não que não vão dar a cara pra bater, mas vão deixar pra fazer isso na última hora, a fim de levar menos pancada possí­vel.”
De uma carinha doidinha pra ser batida, esperando a adesão involuntária de outras tantinhas, para não levar pau sozinha.

“Quando ele faz referência í  população que lhe elegeu, parece aquele personagem da novela acabada. Chama de meu povo até o rabo do cachorro, mesmo sabendo que cachorro não vota, mas que o dono do cachorro vota.”
De uma comentadora de performances pré-perí­odo-eleitoral, em referência aos estilos pré-históricos popularizados ironicamente na telinha e assimilados sem cerimí´nia como próprios.

“Vocês ficam chiando e só apontando para as coisas que não são feitas de acordo com a sua vontade. Vão se candidatar e tentar mudar as coisas pra vocês verem se é fácil. A gente bem que gostaria de fazer mais, mas não tem como.”
De uma raposinha em adiantado estado de queimadura, justificando a inoperãncia para uma suposta eleitora, imaginando ter feito alguma coisa nas planí­cies e nos planaltos centrosulenses estaduais.

“Com o preço dos alimentos e de outros produtos da cesta básica em alta, vai ficar mais caro fazer campanha este ano. Não que haja troca de cestas por votos, longe disso! íˆ que os candidatos também tem que comer né?”
De um encarecedor de campanhas, isentando-se de afirmaçíµes comprometedoras imaginando-se bem saí­do enquanto mira o próprio dedão do pé.

“Se o governo federal fizesse como o governo do Paraná, os juros dos empréstimos cairiam drasticamente, pois o que justifica as altas taxas é o risco do calote. Havendo garantias de que as prestaçíµes serão pagas, porque descontadas do pagamento, não há razíµes para a exploração dos aposentados. Se isso aconcesse, mais gente emprestaria, mais gente compraria e mais gente seria empregada.”
De um repetidor de afirmaçíµes declaratórias escritas por aí­, em enaltecimentos atrasados de iniciativas revolucionárias e aprisionadas nas conveniências midiáticas.

“Agora eu entendo como é que saiu esse recape assim tão rápido e tão estranhamente oportuno. Com tantos lugares tão esburacados só uma causa assim tão importante poderia justificar a prioridade.”
De um embarrado e periférico morador, vendo corridas em alta velocidade em tapete betuminoso com os olhos marejados e o coração partido.

Enquanto isso, na Terra do Compromisso...
“Quem pode, pode! Quem não pode tem que se... conformar.”