

Sede da escola é antiga e oferece riscos aos alunos. Pais reclamam de condiçíµes do prédio, que está em reformas, e APMF já solicitou novo espaço
Rio Azul - Fátima Aparecida Silva Soares tem um filho de 6 anos matriculado na 1ª série da Escola Municipal Professora Vanda Hessel, em Rio Azul. No dia 12 de junho, o estudante caiu e bateu a testa em um tijolo. Levou cinco pontos na testa e teve um afundamento do crãnio. O aluno teve que ser levado í s pressas ao hospital da cidade. Com o filho em melhores condiçíµes, a mãe relata o susto. “A escola me ligou, contando que ele tinha caído e haviam o levado para o hospital. Foi um sustoâ€, conta Fátima.
Acidentes na Vanda Hessel tem ocorrido com freqí¼ência. Com 710 alunos matriculados, divididos em dois turnos, com idade média de 7 a 10 anos, a escola passa por reformas, após a mudança de espaço, ocorrida há cerca de 7 anos. Antes, a instituição de ensino funcionava junto ao Colégio Estadual Afonso Alves Camargo. Aí foi transferida para edifício na avenida Manoel Ribas, 23, próximo í Igreja Matriz.
O espaço atual tem dois andares, escadarias que oferecem riscos aos alunos e comunidade escolar, pois não há um corrimão de apoio, o que também configura barreira de acessibilidade, pátio com pedriscos, não possui refeitório para alunos realizarem suas refeiçíµes e está sob reformas. “O pátio inteiro onde as crianças brincam é de pedrinha. Todo dia, um cai, se esfolaâ€, diz Fátima Soares.
A direção da escola tem tomado alguns cuidados para diminuir os riscos aos alunos. “Separamos os alunos maiores dos menores. O lanche é servido nas salas de aula, para evitar que as crianças corram, derrubem a comida e se queimem. Mudamos os horários de alguns funcionários para ficarmos até os últimos minutos de expediente e cuidarmos dos alunosâ€, relata o diretor Marcos Duda.
O município fez a cobertura de parte do pátio e uma nova sala de aula está praticamente concluída. A segunda etapa das reformas prevê colocação de um piso no lugar dos pedriscos, construção de um refeitório e mais salas. Mas, a Associação de Pais, Mestres e Funcionários da escola (APMF) solicitou a sede do colégio funcionasse em outro espaço, de preferência, um edifício novo. “O prédio deveria ser tombado, pelo valor histórico e a estrutura deficiente do local para funcionar uma escolaâ€, afirma a professora Goretti Mores, que também é mãe de aluno. “O diretor tem feito o que pode. Por que não providenciar um espaço novo?â€, indaga.
Antes de abrigar escola, o prédio já foi usado por um colégio de freiras. Foi adquirido e começou a ser usado para fins de ensino há cerca de 7 anos. De acordo com informaçíµes do Corpo de Bombeiros, há pendências em relação í última vistoria feita no prédio. Não foi repassado até o momento um projeto de segurança, que toda edificação deve possuir, assinado por um engenheiro civil.
A secretária Municipal de Educação, Igleci Popovicz, afirma que tem solicitado ao prefeito a construção de uma nova escola. “A Prefeitura tem alguns espaços onde pode ser construída. O Executivo é favorávelâ€, diz ela. Segundo Igleci, não há um projeto pronto para edificação de nova sede, mas ela afirma que será providenciado.
Quanto í s reformas, ela confirma que há projetos para a construção de um piso, onde hoje há pedriscos, pois a colocação de grama não suportaria a movimentação dos estudantes. A secretária diz que serão feitas paredes onde está instalada a nova cobertura no pátio para a edificação de um refeitório. “O engenheiro já está concluindo o projeto. Pretende mexer em julho. As etapas já estão praticamente prontas e precisamos montar mais uma sala de recursosâ€, afirma.
Texto: João Quaquio, da Redação