Pra não esquecer

Depois de muita correria, chegamos í  sexta-feira, quatro de julho. A canseira - não no sentido usual do termo, no pejorativo mesmo - que eu levei ainda vai dar livro, mas deixa. A festa foi maior. Abriram a noite, Alceu “Branco” Binda, e depois Marli e Tigrão. Não lembro de fato anterior parecido. Ou lembro. Desde o tempo da Banda 15 de Julho, do Capitão Marinho Pinto, a música popular brasileira - a verdadeira - não era tratada com tanto respeito, em Irati, por músicos e platéia. Não me entendam mal as nossas expressíµes locais, mas falo só de MPB, e não de repertório variado. Mas chegou a ser emocionante. Sempre gostei, com as exceçíµes pertinentes, de lugares onde se fala a mesma lí­ngua. Enfim, penso que a festa de aniversário da Cultura FM, bateu com a sua pretensão: qualidade em detrimento da quantidade. Que fique claro: o evento não teria acontecido sem o apoio irrestrito da Livraria Centenário, da professora Luiza Nelma Fillus; Dallegrave Madeiras, através de seu diretor Marcos Dallegrave; HB Odontologia, Dr. Herculano Batista Neto; da Amcespar - Associação dos Municí­pios do Centro Sul do Paraná - através de Vanderlei Kava, da Prefeitura Municipal, Casa da Cultura, e do Centro de Cultura do Clube do Comércio, presidido por Vergí­lio Trevisan. Durante a apresentação do Clube do Choro, os participantes do grupo deram informaçíµes a respeito da história de seus instrumentos, e do gênero musical. Resumindo nos resta agradecer, outra vez, as pessoas que entenderam e colaboraram com a nossa iniciativa e nos ajudaram a festejar a existência da Cultura FM. Pra frente í  ambição cresce: vamos consultar o povo em geral e tentar viabilizar em Irati uma escola de MPB. Se você gostou da idéia, entre em contato conosco. Cansei de ouvir que a rádio, nos moldes em que existe, não ia dar certo. í‰ uma questão de tentar. Quem é parceiro nessa parada?
Relembrando - Quando o Ayrton Senna acidentou-se (se ele tivesse vivo o Schumacher não seria o que foi) eu escrevi alguma coisa assim: Ayrton, a morte consentida. E tava me agarrando aonde? Numa mexida que a FIA resolveu dar pra diminuir a velocidade das “baratas”, pra aumentar a segurança dos pilotos - parece piada, né? O carro virou uma cadeira elétrica, e deu no que a gente infelizmente sabe. Alteraram, serraram, soldaram enfim, desfiguraram uma tecnologia que só havia feito melhorar desde o começo da F1 em Silverstone, em 1950. E pra dar só uma refrescadinha nos pouca memória, lembro-lhes: no GP do Brasil de 94, Senna rodou sozinho, numa reta em Interlagos. Mas porque a incursão? Pela corrida de domingo em Siverstone. Massa rodou e bateu no treino de sexta-feira, pouco depois de ter feito o melhor tempo. No dia seguinte, a Ferrari cantava a sua competência por ter “recuperado” o carro em menos de três horas. Ta bom! Sábado a gente sabe o que aconteceu: um mecãnico “esqueceu” de colocar a trava da roda, e quase que o bicho pega. Nono no grid de largada. Aí­, vamos pro domingo. Ta certo, choveu pra todo mundo, mas só um rodou cinco vezes: Felipe Massa. Então, agora, pra especulação. Não acredito que um piloto que já sabia que não poderia brigar pela ponta, não estivesse correndo por pontos. Então a coisa seria “na ponta dos dedos”, com todo cuidado, sem exageros. Não adiantou, e chegou a rodar numa entrada de reta, coisa pra amador. Aí­ eu lembrei Senna. A rodada do Massa tem muito a ver com a rodada do Senna. Culpa? O tal de fator externo: o carro.
Não consigo acreditar que se o carro estivesse “no chão”, equilibrado, houvesse tanto deslize - sem trocadilho. Pra resumir: pras equipes, piloto é um funcionário bem pago. Engraçado, né? Mas é! O que interessa é chegar í  frente. Se o carro ta equilibrado, soldado, remendado, se vai bater, é um detalhe que não alcança o chefe de equipe; o dono dela, os patrocinadores. O resto é o resto.