Almoço

Funcionários da agência local da COPEL comemoraram sábado, com um almoço, os vinte anos de instalação da unidade de Irati. A fase tem iní­cio com um documento emanado da Superintendência Regional de Ponta Grossa, autorizando a criação do Centro de Distribuição de Irati, o que se cumpriu em 15 de julho de 1988. De lá pra cá, foram várias mudanças de endereço até que se chegasse í  instalação definitiva. Desnecessárias maiores referências í  empresa, todos sabemos de que falamos - ou ouvimos - quando ela é citada, quando se trata de COPEL. Hoje regida por Valdir Mazzali e Antonio Crisigiovanni, a área de atuação da unidade de Irati se estende por 19 municí­pios. Claro que o tema, na mão de um jornalista, renderia fácil, fácil, um ou, na pior das hipóteses, vários livros com uma história no mí­nimo interessante. Pena, mas não é a minha área. A registrar o ar de “lá em casa” dos funcionários. O abandono bem vindo da formalidade. As pessoas que ‘usaram a palavra’, fizeram-no com uma descontração invejável. A comemoração foi como deveriam ser todas as comemoraçíµes do gênero: se atendo ao indispensável, ao objetivo, direto ao ponto. Pra encerrar, a forma como os funcionários, da COPEL - pelo menos os que vi - tratam a COPEL: ela é a extensão de alguma coisa boa de que se fala com orgulho e carinho. Bonito isso. Longa vida a COPEL.
Ferrari - Falei e não acreditaram: o carro não anda! O Massa ta levando no braço. Se não melhorarem a barata vão dançar na mão do Lewis - sem esquecer que a McLaren complicou a vida dele. Ah, vão.
Errei - Semana passada escrevi senso de humor, assim: “censo” de humor. Já sei, não vou mais pro céu.
Tropas - Entre a Tropa-de-Elite e a Tropa-da-Elite, vocês acham que vai dar quem?
Sangue - Antigamente, eram os jornais sensacionalistas que jorravam sangue em suas ediçíµes diárias. Hoje, não dá mais pra assistir noticiário de televisão. O segmento de matar gente ta altamente diversificado e mata-se de qualquer jeito, em qualquer lugar a qualquer hora. E qualquer motivo é motivo. Desarmou-se parte significativa da população, o que garante a segurança do marginal. A tranqí¼ilidade que foi vendida, ou que serviu de argumento para que o cidadão comum depusesse suas armas não se concretizou, e o medo impera. As casas viraram arremedos de fortificaçíµes. Erguem-se muros, instalam-se proteçíµes que variam de acordo com o poder aquisitivo ou a criatividade do morador/prisioneiro. E o pior é que não existe luz no fim do túnel no curto prazo. Cara-pálida, juro, era muito melhor o tempo dos jornais que jorravam sangue: pelo menos você podia optar por comprar ou não; hoje você, sem querer, pode ser a noticia de amanhã, da televisão mais próxima.