Não vou falar nada

Caros, por motivo sobre o qual você poderá tirar as tuas próprias conclusíµes, não vou falar nada; simplesmente transcrevo uma matéria do portal Terra do dia 24 de julho, quinta-feira última, e você vê em que mato a gente anda lenhando.
Tarso: todo cidadão deve cuidar ao falar ao telefone
Em evento da Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro (OAB-RJ) sobre crimes de corrupção, o ministro da Justiça Tarso Genro afirmou que “todo cidadão, ao falar ao telefone, tem que ter a presunção de que alguém está escutando”. A afirmação se refere tanto í s escutas telefí´nicas feitas com autorização da Justiça quanto aos “grampos” ilegais.
Segundo Tarso, a Polí­cia Federal “prendeu recentemente um grupo que fazia escuta ilegal” e também está preocupada em disciplinar o uso de grampos pela própria corporação. “Não tem jeito. Todo mundo, ao falar ao telefone, tem que tomar cuidado porque pode estar sendo monitorado ou por grampo legal ou ilegal. Isso tem sido combatido, mas chegam ao Paí­s, via contrabando, muitos equipamentos de escuta”, disse.
Dentro do Ministério da Justiça, três açíµes têm sido desenvolvidas. Um estudo servirá para formular uma lei que aumente o rigor contra o abuso de autoridade. Outro, especí­fico sobre grampos, pretende que dados sobre a vida pessoal, eventualmente descobertos em uma investigação, sejam destruí­dos.
A terceira medida é um projeto que está nas mãos do presidente Lula, protegendo os advogados para impedir que o sigilo entre eles e os clientes seja violado. “Estamos estudando a lei, e se não existir prejuí­zo í  investigação policial, ela será sancionada. Se existir prejuí­zo, não será. Mas as prerrogativas não devem ser encaradas como privilegio, e sim como garantias essenciais í  democracia”, resumiu Tarso Genro.
Vou falar alguma coisa - No tempo que eu tava no aero clube, em Curitiba, baixou por lá um ex-comandante da VARIG - havia se aposentado - e eu, como todos os candidatos a piloto da área, tentamos nos aproximar da figura. Querí­amos saber como era o B707, a estrela da aviação comercial da época, como era voar aquilo, e todas as pertinências e manhas de então. E ele, pacientemente, nos contava. Comprou um velho Stinson Voyager e passava os dias recuperando o avião, e eu assistindo. Um dia, apareceu por lá um vendedor de enciclopédias. O cara passou umas quatro horas tentando vender a coleção pro comandante. Como não havia mais argumento disponí­vel, o vendedor apelou pra sessão “geografia”, da coleção. Falou de paí­ses, rios, mares, desertos e...etc. Foi aí­ que o comandante atirou: “Sr. eu conheço todos os lugares, com exceção da Rússia, que fazem parte dos seus livros, definitivamente não me interessa”. Depois que o vendedor saiu, ele falou: “Marco, existem dois tipos de pessoas no mundo: as que sabem e as que pensam que sabem. Fuja sempre das segundas”. Isso me persegue até hoje e, em parte, é causa da minha reclusão.
Por quê falo disso? Porque nossas proximidades estão infestadas de incompetentes boçais, que se vêem acima da inteligência do mortal comum. Esse tipo de gente, tenta de tudo na vida pra arrastar adeptos pra sua visão distorcida, se achando o novo messias. Pouco instruí­do, quase sempre entendeu mal o que tentaram lhe ensinar e não justifica nem a grana suada que os velhos gastaram pra comprar o uniforme pra escola. Na sua boçal indigência, se arrasta de todas as formas pra abandonar o chiqueiro que é a sua existência, e pra onde tenta arrastar os seus acidentalmente próximos. Auto-suficientes em sua demência; acham que o mundo é obrigado a aturar suas atrocidades intelectuais. E assim vão. Por exemplo, são incapazes de ver diferença ente uma pimenteira e um pinheiro, e querem ser preservacionistas. Mais um exemplo: se eu não sei como se constrói um aeródromo - falo disso porque conheço um pouco, mas poderia ser uma ponte -, vou perguntar a quem sabe. Sei que vou ouvir que se precisa, primeiro, verificar a topografia; depois os ventos predominantes; que a extensão das cabeceiras não pode coincidir com a direção de uma cidade; vou ter que saber de rampas de proteção, das áreas de entorno, da qualidade do solo pra saber o tipo de correção pra abrigar o pavimento, pra ver se condiz com o tipo de tráfego que eu imagino pro local, essas coisas. Então, as coisas são feitas por pessoas capazes, responsáveis, que estudaram e não que se acham. São obras sem messianismo, sem a intenção de ganhar medalhas ou ser ungidos. São obras pensadas e feitas por pessoas normais. Só isso.