

Todos os municípios possuem centenas de quilí´metros de estradas não pavimentadas. E embora não pareça, elas são causadoras de grandes impactos ambientais. í‰ incontestável sua importãncia para que haja o transporte e deslocamento entre as localidades. Por outro lado, há impacto desde a implantação, pois, num primeiro momento, o lugar por onde passará tem de ser desmatado.
Dentro de uma bacia hidrográfica, a área ocupada por todas as estradas é grande. Trata-se de lugares aonde a água não infiltra (ou infiltra muito pouco), ocorrendo, portanto, o escoamento superficial, que carrega sedimentos que, normalmente, chegam aos cursos de água assoreados.
As estradas devem atender certas precauçíµes, entre elas a da escolha de lugares com menor declividade, com solos mais estáveis, com disciplinamento das águas pluviais, com implantação de canaletas, bacias de decantação, curvas de nível e ainda devem ter materiais adequados í pavimentação.
De modo geral, as estradas recebem um revestimento chamado normalmente de cascalho ou saibro. Este é obtido de muitos tipos de rocha. O intuito é conservar a estrada e garantir trãnsito em períodos de chuva. Porém, muitos materiais empregados não são adequados a este uso, causando muito pó, ou mesmo sendo facilmente transportado pelas águas da chuva.
O pó, a erosão e o assoreamento dos cursos das águas são estão entre os principais impactos ambientais gerados por estas estradas. Mas, podem ser amenizados num trabalho de conservação, seja pelo zelo ou pelo emprego de técnicas corretas de implantação e manutenção.
Poucas estradas rurais são adequadas no Brasil. Dentro das propriedades, a conservação destas é de obrigação dos proprietários. Já a conservação das estradas municipais é de obrigação das prefeituras, que de modo geral lhe dão pouca atenção e utilizam material e técnicas inadequadas. Muitas vezes não contam com profissionais para orientação. O resultado: grandes fontes de degradação ambiental, principalmente de recursos hídricos, por meio do assoreamento.