O que se ouviu por aí­...

“De fato, estou atí´nito com a pretensão de certos candidatos. Não pelo seu desejo de representação que caracteriza a função legislativa, mas pela incapacidade de demonstrar que essa representação se dará com competência e qualidade. Afinal, a qualidade do representante é a expressão do representado.”
De um caracterizador de qualidades representativas, incapacitando desafetos em frente ao espelho.

“Ele chegou aqui e ficou falando um monte de coisas que a gente sabe que ele não terá condiçíµes de fazer. De certo acha que está falando com uma pessoa que não sabe nada. Talvez eu saiba pouco em relação a tudo, mas sei muito, em relação a nada. Garanto que ele nem sabe o que é escatológico. Eu sei.”
De um insólito sabedor das coisas, limitando saberes, talvezando intençíµes eleitoreira.

“Estou convencida de que as eleiçíµes deveriam ser anuais. Afinal de contas é nesse perí­odo que a gente ganha muitos amigos. Até por sinal vou patentear um protetor de costas. Será um revolucionário produto que irá proteger os importantes amigos eleitores dos importantes tapinhas nas costas. Poderá ter a versão top, que abrange toda a região das costas e a versão básica, só para a região dos ombros. Aí­ se o candidato for realmente bom, irá comprar o produto como presente ao eleitor. Já estou vendo a manchete: “pequenos tapinhas, grandes amigos”.
De uma otimista versadora de proteçíµes insólitas, prevendo-se rica e famosa.

“Antes não podiam fazer por ausência de previsão orçamentária. Agora é por causa das eleiçíµes. Essa coisa de que não vai ser possí­vel fazer por conta do calendário eleitoral é história pra boi dormir. Chega de mascarar a má-vontade e a incompetência, próprias de quem não tem responsabilidade, com desculpas esfarrapadas. Enquanto essas atitudes irresponsáveis não afetam a vida das pessoas é uma coisa. A partir do momento em que afetam, ganham outro sentido. E esse sentido deverá refletir-se nas urnas. í‰ esperar para ver.”
De um contemporizador de estranhezas, desmascarando verdades incompreendidas.

“Se eu fico quieto sou vaquinha de presépio. Se eu me manifesto sou encrenqueiro. Aí­ percebo o que é ser ví­tima do estigma e do preconceito, utilizados como sórdida ferramenta de preconceito. í‰ assim: os caras não te querem próximos, mas também não te querem contra. Daí­ ficam inventando coisas quando você sorri para o outro e ficam inventando coisas quando você fecha a cara para os outros. Sabe como?”
De um desabafador de posiçíµes inglórias, reinventando-se teorizador de estigmas, para justificar o preconceito entranhado.

Enquanto isso, na Terra do Compromisso...
“Santinhos e santíµes?”