O que se ouviu por aí­ (393)

“Temos que acabar de uma vez por todas com esse sentimento de inferioridade que sempre caracterizou nossas relaçíµes internacionais. Sabemos que é difí­cil; que as elites dominantes não gostam desse tipo de emancipação, porque desglamouriza o acesso a esse tipo de evento que sempre lhes conferiu um status especial. Portanto, todas as manifestaçíµes de desdém cuja natureza está no despeito polí­tico, nós estaremos encaminhando para o lixo reciclável. Temos a árdua missão de tranformar essa incompreensí­vel inveja em instrumento de solidariedade e construção. Assim teremos todas as condiçíµes de realizar a Copa do Mundo de 2014 com a mesma destreza com que realizamos os Jogos Panamericanos.”
De um despeitador de manifestaçíµes inúteis, desglamourizando as invejas precedentes í s maracutaias que certamente abastidorarão a realização da Copa daqui a sete anos.

“Os que acham que não temos condiçíµes de realizar a Copa do Mundo aqui no Brasil, curiosamente achavam que não tí­nhamos condiçíµes de realizar os Jogos Panamericanos e não curiosamente são os mesmo que achavam que um ex-metalúrgico não porderia jamais fazer o Paí­s crescer com a segurança que tem crescido. í‰ uma questão de lógica perceptiva.”
De um percebedor de lógicas inúteis, tanto quanto as manifestaçíµes despeitadas.

“De fato, temos que reconhecer que o Paí­s está crescendo: vejam como cresceu o í­ndice de corrupção; vejam como cresceu a violência nas grandes cidades; vejamos como cresceram as burocracias que entravam o desenvolvimento e o acesso í s polí­ticas públicas constituí­das direitos de todos.”
De um vistoso papagaio de pirata centro-planaltino, ví­tima dos venenos das exclusíµes saqueadoras palacianas.

“Inconformados com as páginas em ouro que estamos escrevendo na história deste paí­s, não lhes resta outra coisa senão destilar da pior forma possí­vel as incompreensíµes auto-geradas num passado recente, quando foram plantadas as sementes da violência, da corrupção e da burocracia que, de fato, são as grandes feridas da nação.”
De um respondedor de afirmaçíµes lúcidas, autoconfundindo-se nos dourados que banham as páginas futuras de um passado renovado.

Enquanto isso, na Terra do Compromisso...
“O í‰den é aqui. Este é o jardim.”