

Quando olhamos para o relevo, sejam planícies, escapas, etc. pouco mudou nos últimos milhares de anos. Desde as civilizaçíµes mais antigas existentes, há alguns milhares de anos, viam-se o relevo como ele é hoje, pois pouco modificado, tanto que é comum inscriçíµes rupestres com mais de oito mil anos.
O relevo brasileiro, como o da nossa região, tem sua forma moldada pela tectí´nica de placas, clima, distribuição de rios e ainda o controle litológico.
O relevo teve poucas mudanças, pois a formação de escarpas, elevaçíµes e qualquer forma de relevo, na maioria dos casos, demoram milhíµes de anos para ser impressa.
Enquanto o relevo pouco mudou, o clima teve muitas oscilaçíµes responsáveis pela distribuição das florestas e extinção de muitas espécies como ursos, tigres, eqí¼inos, paquidermes e outros.
Na nossa região, o relevo, vegetação e mesmo fauna, está estável há mais de 10 mil anos e possivelmente mudou muito pouco, porém, em um passado mais remoto, a região era coberta por vegetação rala constituída por campos, isto condicionado ao clima.
Temos poucos registros deste passado, fósseis, e poucos artefatos arqueológicos dos indígenas que habitavam a região. De modo geral, os dados sobre o passado recente são coletados em cavernas, lagoas naturais, paredes de rocha, onde se encontram fósseis e vestígios da ocupação humana, como moradias, cemitérios e pinturas rupestres.
A floresta que se estabeleceu na região, a floresta das araucárias, é frágil, pouco dinãmica e demora a se desenvolver e se recuperar, de modo que para ficar como era originalmente demora até centenas de anos. Diante disso fica explicito que a sua recuperação é lenta e está praticamente dizimada.
Em um século de ocupação o homem modificou mais o ambiente de forma brusca e impensada que a natureza nos últimos milhares de anos.