O que se ouviu por aí­...

“Ao propor que a CPI dos Cartíµes Corporativos retroaja há dez anos, o governo inventa uma manobra para impedir que as atrocidades descobertas recentemente venham a público e recebam a devida atenção dos órgãos fiscalizadores e da própria população.”
De um propositor de demagogias, trucidando as invençíµes estratégicas.

“Ao recusar e tripudiar a proposta de fazer com que a CPI dos Cartíµes Corporativos investigue os gastos do governo anterior, a oposição está se utilizando das manobras mesquinhas de fazer com que a população imagine que os excessos são cometidos somente agora. Não os negamos, mas, com certeza, os excessos de agora são menores do que os que aconteciam anteriormente, sem jamais haver tamanha exposição na mí­dia. Portanto, se há atrocidades, e há, não são do governo que deseja a investigação, mas sim de quem se nega a ser investigado. Se não houver essa investigação, aí­ sim vai virar tudo em pizza: as atrocidades de antes e as de agora.”
De um legitimador de excessos, imaginador de burrices coletivas, trucidando o bom senso em nome da mesquinharia que pensa fazer acreditar no querer oficial claro. Tudo idiotice e impunidade.

“Nunca na história desse paí­s, se viu tanta sem-vergonhice impune. Nunca na história desse paí­s, se viu tanto sem-vergonha com cara de santinho. Nunca na história desse paí­s a violência foi tão evidente. Nunca na história desse paí­s a justiça foi tão questionada. Nunca na história desse paí­s a população foi tão solicitada a participar. Nunca na história desse paí­s os representantes das igrejas estiveram tão ausentes do debate polí­tico nem tão retrógrados em relação ao desenvolvimento cientí­fico. Nunca na história desse paí­s os í­ndices de crescimento foram tão consistentes e animadores. Nunca na história desse paí­s houve tanta transferência de renda. Que paí­s é esse???”
De um atordoado observador de fení´menos contemporãneos, abarcando as realidades e ensacando as contradiçíµes animadoras.

“Vivemos muito de esperança. Não aquela esperança substituta da nossa força capaz de realizar. Mas a esperança de que a consciência da fragilidade dessa força requer muito mais de nós. Requer atitudes. Requer coragem. Requer entrega.”
De uma requerente de pensamentos virtuais, estonteada na fala alheia.

Enquanto isso, na Terra do Compromisso...
“Pegadas digitais na luminosidade do tempo que insiste em passar rápido demais.”