

Conta í lenda que tudo começou com a gravação, em 1958, de “Chega de Saudadeâ€, de Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Morais, com João Gilberto. Eu penso que “Chega de Saudade†foi o ponto onde desaguou um movimento que já se insinuava há algum tempo, e os personagens até o desaguadouro foram vários. Um deles, Garoto - Aníbal Augusto Sardinha - violonista - volto a anotar, pra mim - foi um dos responsáveis pelo que ocorreria e seria chamado, bem mais tarde, de Bossa Nova. Garoto tocava, além de violão acústico e tenor, guitarra, banjo, contrabaixo e, dependendo do comprimento da corda, creio, até sino de igreja. Garoto, em suas andanças, passou algum tempo nos Estados Unidos, acompanhando Carmen Miranda, onde deve ter adicionado ao estoque natural de conhecimentos musicais a pegada jazzística, que vai se notar nas dissonãncias que ele usaria em suas composiçíµes. E acabaria influenciando, harmonicamente, Paulinho Nogueira e, garra, técnica e pegada mesmo, Baden Powell. Sem esquecer a presença constante, ao seu lado, do maestro Radamés Gnatalli, Luis Bonfá, Laurindo de Almeida, Chiquinho do Acordeão e outras cobras criadas. Depois viriam João, Tom, Vinicius, Lyra, Johnny Alf (João Alfredo, pros bem próximos), sem esquecer que até Roberto Carlos tentou ser cantor de BN. Tem ainda Menescal & Bí´scoli, Marcos & Paulo Sergio Vale, Dolores, Silvinha Telles, Maysa, sem esquecer Elizeth Cardoso. Mas tem mais, muito mais. A lamentar o ato de saber que a Bossa Nova é muito mais tocada nos EUA e no Japão, do que aqui. Sem esquecer que Garota de Ipanema, foi muito mais gravada e vendida do que os discos do Beatles, mas tem gente querendo saber disso? Acho que a maioria não sabe nem o que é Garota de Ipanema nem Beatles. Fazer o que, né? Azar deles.
Controle de tração - A FIA - Federação Internacional de Auto (i)mobilismo -, acabou, mais uma vez, com o controle de tração das baratas de F1. Sorte da torcida. Daqui pra frente não tem mais computador resolvendo falta ou excesso de sensibilidade no pé e...no braço. A modalidade volta a ser um esporte pra pilotos e o bicho vai pegar de novo. Agora a gente vai ver, depois de muita empulhação, quem é quem em curva e em final de reta. Vai ser bom.
Blog - Do blog do jornalista Cláudio Humberto de sábado, dia 23.
Diminutivo, nunca!
Coronel do Exército e intelectual respeitado, Jarbas Passarinho era o poderoso Ministro da Educação durante o governo Emílio Médici. Num belo dia de sol, compareceu ao município alagoano de Olho d’ígua para receber uma distinção honorífica. Reza a lenda urbana da política local que o edil responsável pela saudação empostou a voz e mandou ver:
- Ilustríssimo senhor ministro da Educação e da Cultura, generalíssimo Jarbas Pássaro! Não digo Passarinho porque me falta intimidade para tal...