Sugestíµes de Contos da Dona Merislawa

I - Na saí­da do portão da casa da falada ele oií´ pros lado pra se garantí­ que não tinha nenhum conhecido passando i deu um pulinho pra rua, chacoaií´ os ombro, decerto pra alinhá ca pressa dos passinho iniciado miúdos, i disapareceu na curva onde a vizinha dos fundo tinha sido atropelada pelo motoquero da madrugada sabido depois irmão gêmio da sobrinha da irmã única, um arrepio desceu da cabeça nessa recordação i leví´ a mão direita até a testa, o umbigo e os ombro iquerdo i depois o direito. Tinha de chegá na casa antes da novela terminá pra não se fazê percebê tarde. Se apressí´ mais, quase correu. Uma curuja avoí´ de perto e mais um sinal da cruiz. No portão da casa o sapo inquilino i o mandorová no canto de cima começando a casulá. A luzinha da ária fraquinha i os clarão da televisão pela vidraça confirmando a novela. Intrí´ perguntando se tava tudo bem i antes da patroa apontá pra frigidera de torresmo no forninho, sem se virá: “isqueceu o reco aberto”.

II - Mais credo como que subiu a farinha. Purisso que tão enricando desse jeito. Queu não me rogo de pagá pelas coisa mais assim já é demais. Como que vamo conseguí­ dá conta de tudas comida tudos dia? I aquela lazarenta que não me arruma as nota pra prová os trabalho na roça? Como queu ví´ me aposentá? A fia da comadre, que Deus a tenha que pessoa mais boa era a comadre, que nunca pegí´ na inxada que nem sabe o que que é uma roça, i dança até baile conseguiu o incosto. Como será que tem gente que tudo dá certo? Cadê as vela que tavam atráis das iscura? Como queu ví´ podê rezá? Purisso ca farinha tá nesse preço!

III - Coitadinha! Amiudada pela sorte tinha que sinroscá caquele jaguara do fio do carrocero? Não foi por falta de aviso. Tudo mundo sabia co sem vergonha não vale o que cága. I a coitadinha nem é tão feia assim. Tem até uma certa formosura caqueles ossinho imbaxo do pescoço que parece duas marcação. Um docinho de gente que nunca se ouviu falá isso aqui dela. Ninguém tem culpa dos pai serem do jeito que são meio assim sem noção das coisa. Disso, de dizerem queles eram primo tudo mundo sabe qué só ispiculação. De terem chegado na noite da sexta-fera maior também não qué dizê nada. Até porque a minina veio uns dia depois, que tinha ficado ca vó até as transferência saí­. Compraram as terra. São trabaiadores i nunca se ouviu dizê uma única coisa que apontasse alguma desmedição. Porque, intão, dexaram a coitadinha sinvolvê caquele traste? Porque que não pergunta-ram pras pessoa das redondeza? não sinformaram cos vizinho? não tiraram informação? Taí­ agora a coitadinha indo de novo buscá o traste no barranco. I aquela garrafa de tatuzinho na sacola?

IV - Sempre foi assim. Desde piqueno quele mostrava as diferença. Não foi por falta de aviso cas coisa aconteceram como aconteceram. Não teve aquela veiz quele se cortí´ na cerca de arame quando ia iscondido nadá no tanque que tava cheio de tripa dos cabrito i que na volta já tinha até cicatrizado os corte? I aquela otra, quele arremessí´ aquele monte da vaca na cabeça do padre só porque ele não quis dá carona na lambreta? Pidiu perdão de joeio incima dos milho. Mais adiantí´ alguma coisa? Intão que não dá pra sispantá coessas traquinage quele vinha fazendo na iscola. Não carecia de aprendê a lê. Tinha alguma coisa iscrita no rabo do tatú? Tinha alguma coisa iscrita nos pé de orvalho? Tinha alguma coisa iscrita casca da pêra? Tinha? Tinha alguma coisa iscrita nas receita dos João de Barro? Quem quinsiní´ eles a fazê as casinha assim? Alguém? Eles foram praiscola? I os ninho caquelas perfeição? Ele dizia assim até pra justificá as gostação dos passarinho. Que que carecia sabê as tabuada se pra roçá os cantero de cove não pricisava mais do que um chapéu e uma inxada bem afiada? Quando que pricisí´ dum incilho? Quando que pricisí´ sequer dum pelêgo? Era no lombo do cavalo quele parecia o piá mais feliz do mundo. I era. Do priminho, quando sispantí´ co tombo depois do pitiço impiná por causa da cobra, deu risada. Tinha dó de vê ele assim cos uniforminho tão certinho. Mais a tia co sapato marrom tão lustrado. Que cadiantava, dizia ele depois pra irmãzinha, sos zóinho deles parece tão tristinho? Nóis samo feliz. I eram. Purisso quele bem que faiz de não querê assiná essa papelada. Primero tem que sabê o que que tá iscrito i isso só a irmã que só vem na otra semana vai dizê. I não adianta querê insistí­ qué pior. Sele é filiz? I como!