

Antes que digam alguma coisa me deixa tirar da reta: juro, não conheço ninguém envolvido na peleia - em nenhum dos lados - e só cheguei aqui por curiosidade. Deu-se o seguinte: li que um só daqueles foguetinhos, meia boca, ar-terra, que os americanos disparam no Iraque - e nunca um de cada vez -, custa í insignificante importãncia de 75 mil dólares. E porque “meia-bocaâ€? Por que esses de 75 mil dólares não são os mais caros e, claro, nem os mais destrutivos. Tem coisa melhor. Daí pra Internet foi um pulo. Aí descubro que os gringos estavam pagando cinco mil dólares por segundo, em 2005 (já deve ter subido, né?), pra sustentar a encrenca em que se meteram.
Vocês já ouviram falar de gerenciamento de projeto? Pois é, é nesse ponto que se a parte envolvida não souber exatamente onde ta colocando os pés, vai cair do cavalo. Havia uma previsão otimista, se vista de hoje, do governo Bush, que tirar Saddam Hussein de circulação e “eleger†um substituto, custaria uns 50 bilhíµes de dólares. A conta, hoje, está em aproximadamente em 600 bilhíµes. Como não se sabe quando vai terminar, existem estimativas que, dependendo do aprendiz de feiticeiro, variam de 1 a 4 trilhíµes de dólares. Sem contar que do inicio até hoje já morreram quatro mil soldados americanos.
A fonte aonde eu bebo tudo isso, vai mais longe: as estimativas passam por projeçíµes que fogem do cenário da guerra e passam a preocupar-se com, por exemplo, “seguro médico e invalidez para veteranos e o índice correto da inflação a ser aplicado nos custos médicos de veteranos, o valor monetário dos soldados mortos, e qual seria o papel da guerra na lata do preço do petróleoâ€.
Agora a parte cí´mica da história. Já deve ter sido lançado um livro chamado “A guerra dos US$ 3 trilhíµesâ€, de Joseph Stiglitz, que diz o seguinte: Pra se ter uma idéia do que significa este custo, apenas um sexto da quantia seria suficiente para, por exemplo, resolver todos s problemas de seguridade social dos Estados Unidos pelos próximos 50 a 70 anos ou, “atualmente os Estados Unidos dão US$ 5 bilhíµes de ajuda í ífrica por ano. Isso representa 10 dias de guerra no Iraqueâ€. Mais significativo: “Pelo custo de duas semanas de guerra, poderíamos acabar com o analfabetismo no mundoâ€.
Não sei se vocês concordam, mas se os caras queriam tanto o Saddam e querem tanto o Osama, não seria muito mais barato pegar toda essa grana e comprar tudo aquilo? Ou, numa segunda hipótese, fazer como se faz aqui no Brasil em véspera de decisão de torneio de futebol, enche uma mala de grana e manda comprar o juiz. Quanto, nesse mercado, valeria cabeça do Osama ou a do Saddam? Fácil, né? Nenhum pouco. E pra quem eles venderiam, sem guerra, os foguetinhos meia boca de 75 mil dólares?