

í‰ indescritível - todos vimos, e vemos - a determinação com que se jogou toda a imprensa da patriamada, na cobertura na queda, até que se prove o contrário, da menina Isabella, em São Paulo. í‰ muita morbidez pro meu caminhãozinho. O mundo passou a girar em torno de um endereço, de um prédio, de uma andar, de uma rede de proteção que foi cortada com tesoura, com faca ou com qualquer outro tipo de material cortante, ou não; legista, promotor, delegado; pais, avós, madrasta, tios, tias, vizinhos, porteiro, pedreiro, transeuntes, garçons, donos de bar, ou não; atacaram-nos de madrugada, pela manhã, um pouco mais tarde, nos jornais do meio dia, das 13 horas, das oito e das 11 da noite, pra começar tudo de novo, de madrugada. A gente merece isso? Não sou contra a noticia, a cobertura jornalística, mas a coisa atingiu um nível que ultrapassa de longe a categoria do suportável e, pior, já condenaram o pai e a madrasta. Quando o jornal estiver sendo distribuído, na quarta-feira, creio que já haverá dados, indícios e evidências pra se chamar de culpado, com consistência, alguém. Mas, por incrível que possa parecer, até agora (segunda-feira) se não acusaram, dirigiram o foco de maneira que quem parece, seja. Lembro de outras tragédias, não tão distantes, como a daquele menino que foi arrastado por uns dementes, no Rio de Janeiro, fomos agredidos pelos mesmos meios, com menos intensidade, mas fomos. Nos dois acidentes aéreos, além dos imbecis tradicionais, a imprensa resolveu dar voz e imagem a imbecis especialistas em construção de aeroporto, em navegação aérea, controle de torre de controle, plano de ví´o, transponder, reversos e outros itens menos votados. Tudo em nome de quê? Agilidade jornalística, furo de reportagem e outras baboseiras que os “editores chefes†acham que possam vender o veiculo - no caso, de comunicação. Nem que para isso não se tenha um culpado devidamente identificado. Vale o cirquinho, o “show bizzâ€, mesmo que se passe por cima da dor de quem quer que seja. Que chiqueiro!
E-mail - Recebi um que é uma homenagem ao Guga. Comoventes, texto e imagens. Pena que gente como ele e Ayrton - cada um a seu modo - tenham durado tão pouco.