

Quando falamos de política enquanto ação real, temos a necessidade de manifestar um posicionamento. Ou seja, não basta dar pistas, é preciso dizer o que é o que.
No passado vivíamos um governo colonial, focado em pessoas e não em modelos político-econí´micos. O poder estava nas mãos de uma única família, mais especificamente da de Dom João VI. Ao poderoso monarca todo poder era concedido. E, muitas vezes a mando da esposa, Carlota Joaquina, fazia o que convinha.
Da mesma forma, seus sucessores continuaram seu o modo imperialista de governo, aos reis católicos até o poder sobre a Igreja era dado, pois com o acordo chamado “padroadoâ€, tanto os bispos como os padres eram escolhidos pelo imperador.
A história foi avançando, a monarquia acabou, passamos por vários modelos de repúblicas, vivemos um tempo de ditadura e hoje um momento de presidencialismo com sufrágio universal. Mas o que realmente sobressai não é o modelo político, mas a pessoa que tem o poder de mando.
Deste modo, percebemos que não interessa o partido, a ala, a filosofia do grupo, pois na hora de dar as cartas, quem decide é uma pessoa que tem o poder nas mãos. í‰ interessante quanto alguém pergunta de que partido somos, nunca perguntam por ideologias ou legendas, mas sim por nomes... Você é do partido do João ou do Pedro?
Vemos aí a continuidade do modelo colonialista, firmado em pessoas e não em ideologias. Disto decorre tantos descasos e autoritarismo, pois tudo é permitido ao governante e como diz a própria Bíblia: “Todo poder lhe foi concedido pelo altoâ€.
Têm o poder de fazer e desfazer, cercam-se de capatazes que cumprem fielmente suas ordens. Estes capatazes, por sua fidelidade têm o direito de fartar-se com os restos deixados pelo monarca. Assim, se mantêm fiéis, pois bebem o bom vinho da vitória.
Em todo este emaranhado jogo de poder, quando falamos em posicionamento político, não estamos mais falando de política partidária, mas de pessoas em destaque. Posicionamento, neste sentido, consiste em escolher um líder, independente do partido, e torcer para que este faça um bom governo, ou ao menos nos convide para estar entre seus capatazes.