Acidente vascular cerebral

Irati - Acidente Vascular Cerebral (AVC), conhecido popularmente como “derrame cerebral” é uma das doenças que mais matam no Brasil e no mundo.
Ela é a segunda causa de morte em vários países e a principal causa de incapacitação física e mental, pois pode causar seqüelas irreversíveis e atinge 50% dos sobreviventes a um derrame. Em 2008, estima-se que seja responsável por cerca de 10% do total de mortes no mundo, com aproximadamente 6 milhões de óbitos, concentrados principalmente em países pobres.
No Brasil, 40% das mortes são por doença cardiovascular, os números atingem em torno de 100 mil vítimas por ano. Outro ponto a ser destacado é que parte considerável da morte por acidente vascular cerebral no Brasil acontece em uma faixa etária precoce - abaixo dos 65 anos de idade. Isso leva a um prejuízo econômico muito grande por morte ou incapacitação de uma pessoa produtiva.
O Ministério da Saúde aponta que os custos com tratamento do AVC não para de subir. Em 2007, as despesas com internações, em todo o Brasil, totalizaram mais de R$ 118 milhões, um aumento de 53% se comparado aos gastos dispensados em 2000, por exemplo. No Paraná, os gastos totalizaram cerca de R$ 8,2 milhões.
Sintomas e sinais de alerta
Segundo a fisioterapeuta, Gabrielle Seidl Juruena que atende pacientes na UTI do Hospital de Irati e faz atendimento domiciliar – o maior número de pacientes com a doença na cidade, são de fumantes. Existem vários fatores que identificam a doença, os mais comuns são pressão alta, diabetes, doenças cardíacas e taxas de colesterol e triglicérides altas, obesidade, consumo excessivo de bebidas alcoólicas, tabagismo, distúrbios de coagulação e, eventualmente, a presença de aneurisma cerebral (dilatação das paredes de artérias ou veias), que é congênito (a pessoa nasce com ele). Outros fatores são: o uso de pílulas anticoncepcionais, álcool, ou outras doenças que acarretem aumento no estado de coagulabilidade (coagulação do sangue) do indivíduo.
Os sinais que precedem um derrame são: dificuldade de falar e perda de equilíbrio são os principais sintomas da doença, dormência nos braços e nas pernas, diminuição ou perda súbita da força na face, braço ou perna do lado esquerdo ou direito do corpo, alteração súbita da sensibilidade, com sensação de formigamento na face, braço ou perna de um lado do corpo, perda súbita de visão em um olho ou nos dois, alteração aguda da fala, incluindo dificuldade para articular e expressar palavras ou para compreender a linguagem, instabilidade, vertigem súbita e intensa e desequilíbrio associado a náuseas ou vômitos.

Tratamentos
“Dependendo da área afetada do cérebro e do tempo que o paciente levou para ser atendido. Pode ocorrer a paralisia total ou parcial (de um lado do corpo, pode ser esquerdo ou direito); a alteração da fala, tanto no que diz respeito à expressão, quanto na compreensão; alterações visuais, dificuldades que podem atingir um lado do campo esquerdo ou direito e alterações de memória”, explica a fisioterapeuta Gabrielle.
Após o paciente tomar conhecimento da sua situação ele é envolvido por muitas emoções diferentes, conta à fisioterapeuta, “nesse sentido, entra o meu papel que irá ajudá-lo a usar plenamente toda sua capacidade, a reassumir sua vida anterior adaptando-se a sua atual situação. O que mais precisa neste momento, é o apoio da família. O envolvimento dela no processo de reabilitação favorece a integração do doente e promove a sua qualidade de vida”.
TEXTO: SILVIA COSTA, DA REDAÇÃO

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