

A Dengue é uma doença febril aguda, de etiologia viral e de evolução benigna na forma clássica, e grave quando se apresenta na forma hemorrágica.
Constitui hoje a principal arbovirose que afeta o homem e representa um sério problema de saúde pública no mundo, em especial nos países tropicais, como o Brasil, onde as condições do meio ambiente favorecem a proliferação do Aedes aegypti, principal agente transmissor.
O vírus da dengue é um arbovírus do gênero Flavivírus, pertencente à família Flaviviridae e se conhecem quatro sorotipos diferentes da doença: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. Nas Américas, o vírus da dengue persiste na natureza devido ao ciclo de transmissão homem – Aedes aegypti – homem, sendo que o homem é a fonte de infecção e o agente hospedeiro, enquanto o mosquito é o transmissor. A transmissão ocorre através da picada do mosquito que já picou outro doente. Após um repasto de sangue infectado, o mosquito está apto a transmitir o vírus, depois de 8 a 12 dias de incubação extrínseca. Não há transmissão a partir do contato de uma pessoa sadia com um doente, nem pelo contato com suas secreções, nem através de fontes de água ou alimento.
O período de incubação varia de três a 15 dias, sendo em média de 5 a 6 dias. A transmissão ocorre enquanto houver presença do vírus no sangue do homem, período que começa um dia antes do aparecimento da febre e vai até o sexto dia da doença. A suscetibilidade ao vírus da dengue é universal.
A introdução do sorotipo 2 (que pode causar a dengue hemorrágica, manifestação mais grave da doença) foi detectada no Brasil pela primeira vez em 1990, no Rio de Janeiro. Posteriormente, o vírus foi também identificado nos estados de Tocantins, Alagoas e Ceará. Atualmente, existe transmissão de dengue em 20 estados, com circulação simultânea dos sorotipos DEN-1 e DEN-2 em 14 deles.
