Saúde e Defesa Civil participam de webconferência sobre a dengue

4ª Regional de Saúde reuniu agentes de saúde, Defesa Civil e autoridades regionais para orientá-las sobre a Mobilização Institucional de Combate à Dengue

Irati – Representantes das secretarias de saúde dos municípios da região atendida pela 4ª Regional de Saúde do Paraná, Defesa Civil e prefeitos eleitos das cidades de Guamiranga e Inácio Martins assistiram a uma webconferência a respeito da Mobilização Institucional de Combate à Dengue,
no auditório da 4ª Regional de Saúde, na última sexta (14). A conferência foi realizada na sede da Secretaria Estadual de Saúde, em Curitiba, e transmitida para as Regionais através do site da Escola de Saúde Pública do Paraná – ESPP (www.escoladesaude.pr.gov.br).
A mesa foi composta por secretários estaduais da Saúde, da Educação, da Casa Militar, do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, do Controle Externo do Tribunal de Contas da União e pelos presidentes do Tribunal de Contas do Estado, da Associação dos Municípios do Paraná, do SESC-PR e pelo diretor dos Correios do Paraná. O secretário de Saúde do Estado, Gilberto Berguio Martin, destacou que ao mesmo tempo em que chega o final do ano, que é um período de desmobilização no combate à dengue, estamos no final dos mandatos dos prefeitos. “Em função do final de mandatos e da necessidade de cumprir a lei de responsabilidade fiscal e de fechar as contas, algumas prefeituras estão desmobilizando as equipes de combate epidemiológico”, ressalta o secretário.
Martin também se mostrou preocupado com o risco de que a troca de mandatos em algumas prefeituras contribua para a reincidência de focos de reprodução do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, com a desmobilização das equipes que realizam as medidas profiláticas da doença.
“Não precisamos ver nosso estado flagelado pela dengue para que passemos a nos preocupar com a prevenção”, ressaltou o presidente do Conselho dos Secretários Municipais de Saúde do Paraná (CO-SEMS), Antonio Carlos Nardi, que também é secretário de Saúde em Maringá. Ele relatou o descontrole que houve no combate à dengue ao longo de 2007, provocando o aumento dos casos, e também as medidas tomadas nesse ano que conseguiram reverter o quadro de proliferação da doença.
O Tribunal de Contas fiscaliza para que não sejam contratados novos funcionários pelas prefeituras nesse período de fim de gestão. O presidente do COSEMS solicitou que haja uma revisão nesse quesito e que se permitam manter as equipes de controle epidemiológico e que eles não sejam demitidos para contenção de gastos, prática comum de finais de mandato. “A dengue não é um problema exclusivo do poder público, mas de todos”, reforça.
Durante a conferência, a Secretaria de Saúde do Estado – SESA apresentou dados estaduais sobre a incidência da doença e onde se localizavam os principais focos de transmissão da doença e de reprodução do Aedes aegypti, sendo que 56% deles se localizam principalmente em locais onde há acúmulo de lixo, em recipientes que possibilitam o armazenamento de água parada, como latas, potes, garrafas e pneus usados. Vasos, calhas, baldes, tanques, lajes e sanitários desativados correspondem aos 44% restantes dos possíveis locais de reprodução do mosquito.
A Secretaria ainda comentou sobre os fatores de risco para a existência de uma epidemia de dengue, bem como as medidas para coibir esses riscos. Entre os principais perigos está o aumento do índice de infestação predial acima de 1%, ou seja, que mais de uma em cada sem casas contenha focos do mosquito. Outros agentes contribuintes para uma ocasional epidemia são a circulação do sorotipo viral DEN-2, a imprecisão das informações sobre a infestação predial (tanto em qualidade quanto em atualidade) e a desmobilização das equipes de combate à dengue e da população.
Para impedir que haja o risco de novas epidemias, a Secretaria destacou a relevância de se manter os índices de infestação predial abaixo de 1%, de aumentar a coleta de amostras de água parada nas casas, melhorar as informações a respeito da infestação predial, manter as equipes mobilizadas e atuantes bem como manter a população mobilizada, através de campanhas de conscientização sobre a prevenção da dengue.
TEXTO E FOTO: EDILSON KERNICKI, DA REDAÇÃO

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