Vacinação contra rubéola foi estendida até 15 de dezembro

Equipes vão passar de casa em casa nas áreas em que foi detectada maior recusa à campanha, que pretende atingir 95% de cobertura em todo o estado

Irati – O estado pretende cumprir até o dia 15 de dezembro a meta de 95% de cobertura de imunização contra a rubéola entre homens e mulher na faixa etária compreendida entre 20 e 39 anos.
A campanha de vacinação iniciou em agosto e, desde então, teve seus prazos prorrogados diversas vezes. Pela primeira vez, o foco da campanha são as pessoas do sexo masculino, pois em 2007 os homens foram os responsáveis por 70% dos casos de rubéola registrados em todo o país. “Ainda existe uma grande recusa por parte dos homens, talvez pela falta de hábito de freqüentar os serviços de saúde”, explica Gilberto Quadros, chefe da Divisão de Atenção à Saúde.
A 4ª Regional de Saúde está dando apoio técnico e material aos municípios da região para atingir a meta de 95% de cobertura vacinal entre o público-alvo da campanha, com término previsto para 15 de dezembro. A estratégia adotada para a campanha se inverteu: ao invés da população ir até os postos de vacinação, são as equipes de agentes de saúde que saem em busca daqueles que ainda não foram imunizados, passando de casa em casa. Equipes mapearam as áreas em que houve maior recusa pela vacina e estão visitando as residências para verificar as carteiras de vacinação. No caso de não confirmarem que o indivíduo já foi imunizado, ele recebe uma dose da vacina, mesmo que já tenha tomado. “O ideal é que a pessoa saiba quando tomou a vacina e se ela comprovar que já foi imunizada não necessita receber uma nova dose”, comenta a chefe da Seção de Monitoramento e Avaliação das Ações de Saúde, Vera Alessia.
Quem ainda não foi imunizado pode também encontrar a vacina nos postos de saúde da cidade. A rubéola é uma doença infecto-contagiosa causada por vírus, que atinge principalmente as crianças. Provoca sintomas como febre, manchas pelo corpo, dor nas articulações, perda de apetite e tosse. A doença traz graves conseqüências quando a pessoa infectada for uma mulher grávida. Nesses casos, pode haver aborto espontâneo ou o nascimento de crianças com síndrome da rubéola congênita. A síndrome deixa na criança seqüelas que perduram por toda a vida, como lesões oculares (catarata, glaucoma e retinopatia), baixo peso e má formação cardíaca, micro-oftalmia, surdez, autismo e alterações neurológicas (microcefalia, meningoen-cefalite e atraso do desenvolvimento neuropsicomotor). Atenção: a vacina é contra-indicada para mulheres grávidas.

TEXTO: EDILSON KERNICKI, DA REDAÇÃOão