o que se ouviu por aí...

“Como bem disse o personagem do Satre: “Não há mais esperança”.

E não há mesmo! A única esperança que ainda resta é que um dia a população crie vergonha na cara e rechasse qualquer bando que em nome da correção legal comete as maiores improbidades éticas. Independente do que prevê a lei, que é muito falha, se tivessem decência, jamais se permitiriam receber um salário desses, pelo tanto que não trabalham, porque é dinheiro público, porque não fazem por merecer.”.
De uma inco
nformada vizinha de uma figurinha apavonada no espaço das decisões imperiais, quando soube da sua participação sorrateira nas decisões elevatórias dos vencimentos para a próxima geração de legisladores.

“O seu trabalho semanal será correspondente ao meu meio dia. O seu vencimento mensal será correspondente ao meu semestral. Ou eu que não sei trabalhar, ou eles que sabem ganhar bem demais. Mas que é injusta a relação entre produção e remuneração, isso é! Não é justo que eu tenha que trabalhar seis meses para ganhar o que eles ganharão em um mês.”
De um operário remunerado com dinheiro público, em exercício tão verdadeiro quanto útil de análise salarial comparativa.

“Te digo uma coisa que se a nossa hora trabalhada valesse um quarto da hora trabalhada deles, seríamos, sem sombra de dúvidas, a categoria mais feliz do mundo. A proporção do tanto que eles trabalham e as condições em que ques trabalham, comparativamente aos ambientes em que nós trabalhamos e ao tanto que trabalhamos nos faz merecer muito mais do que eles.”
De uma professora municipal, de um longínquo espaço territorial imaginário, totalmente atordoada com os resultados da reflexões profissionais, determinantes dos vencimentos mensais estabelecidos e das condições em que isso se dá.

“Não sei o porquê de toda essa discussão que é inútil e equivocada. Se tem uma classe que está verdadeiramente preocupada com o futuro é essa. O aumento dos vencimento para a categoria é a maior prova dessa preocupação. Preocupação, aliás, tão grande quanto a sua cara de pau de vir me pedir voto. E olha que já foram quatro.”
De um bem cotado detentor de título de nobreza eleitoral, em comentário lógico futurístico, carapauzeando os preocupados catadores de voto entre os pensadores críticos.

“Ela chegou na minha casa e pediu o voto meu e dos meus filhos. Quando eu disse que meus filhos ainda não tinham título de eleitor ela não se conformou e até quis dar uma lição de moral. Aí quando eu disse que o mais velho tinha catorze anos ela deu um sorriso amarelo, abundou, literalmente, a cara, e disse que tudo tem o seu tempo. Acho que pela cara que eu fiz ela sabe que não terá o meu voto agora e nem os dos meus filhos no seu tempo.”
De uma contadora de episódios eleitorais, na mais animada das rodas de chimarrão, aonde coisas e coisas são contadas, risos e risos são risadas e vidas e vidas são continuadas. Além, é claro, de histórias e histórias serem inventadas... Saravá!

“O que que é isso, na Terra do Compromisso?”