Robson Miguel Camargo

Cronologia da falta de imaginação

20:37: mais uma das muita olhadas para os ponteiros. Caiu o caderninho de anotações das coisas ouvidas e das provocações anotadas. Tenciono uma ligação para a Dona Merislawa para ver se me salvo desse tormento da falta de idéias e de cultura e de referências lúcidas e eruditas que justifiquem esse espaço que prova generosidade e coragem de quem o oferece e mais generosidade e mais coragem de quem se aventura à justificativa dele.

A última não saiu

Esbaforida e, como sempre, por último, já foi logo proclamando:
-Já sabem da última?

De lá pra cá..

Catei o seu Robis pruma voltinha senão ele não ia dexá eu contá as novidade. Parecia uma criança. Os zóinho dele briaram quase igual daquela veiz queele andô de balão no rodeio. Me alembro como se fosse hoje.

Por enquanto

A cara era de quem tinha terminado de se empachar com uma bela macarronada, de entrada; e um
tacho de feijoada no complemento. Uns dois litros de vinho tinto seco com aquela e uns três de caipirinha com esta; claro, o limão rosa.

Her name is Bique... Tram Bique!

O cheiro era de grama cortada. Na gaiola imensa um coelho com a perninha machucada. Do outro lado da rua uma gaiola maior com um Papai Noel aprisionado com um saco imenso nas costa carregando embrulhos irreconhecíveis, vivos.

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