

Estudos sobre a realidade nacional constatam que um terço da população vive na pobreza absoluta e com baixíssimos níveis de escolaridade. Este grupo está sem acesso í educação, ao trabalho, í renda, í moradia, ao transporte e í informação. Mesmo que o Brasil tenha mudado substancialmente ao longo do último século, tais desigualdades sociais mantiveram-se. í‰ exatamente neste quadro que se insere hoje a exclusão tecnológica.
A idéia de fazer do acesso í informática uma política pública fortalece algumas idéias já consagradas. Primeiro, o reconhecimento de que a exclusão digital amplia a miséria e dificulta o desenvolvimento humano; é importante lembrar que o mercado, hoje, não inclui os grupos sociais menos privilegiados. O mesmo que aconteceu com a alfabetização, que não seria hoje massiva se não fosse pela transformação da educação em política pública. Assim, é condição essencial a participação do Estado neste processo.
Constatamos que o direito de se comunicar é garantido plenamente para quem tem acesso í comunicação. Isto por conta do uso livre da tecnologia da informação, com a ampliação da cidadania, o combate í pobreza, a inserção na sociedade da informação e o fortalecimento do desenvolvimento local.
Os excluídos digitais estão í margem da sociedade em rede - muitos têm chamado tal fení´meno de analfabetismo digital. Sem inclusão tecnológico-digital, como uma decisiva política pública, até os programas eletrí´nicos do governo acabam privilegiando o atendimento das elites, apenas ampliando as desigualdades.
Assim, a velocidade da inclusão é decisiva para que a sociedade tenha cidadãos preparados para aproveitar as vantagens desde novo modelo de desenvolvimento.
Estar incluído na sociedade é condição vital para desenvolvimento de qualquer cidadão. Portanto, é preciso lutar para que a população seja incluída nos benefícios do mundo em rede, promovendo a cidadania digital e consolidando os direitos do cidadão. Pois, quem detém o conhecimento, hoje fortalecido e expandido pela rede, tem a possibilidade de melhorar sua condição social e maiores oportunidades de trabalho e renda, possibilitando a transformação econí´mica pessoal.
Com a promoção e universalização da cidadania tecnológico-digital, será incentivado o fortalecimento da educação, assegurando a preservação da cultura, o que possibilitará o inicio da nova qualificação profissional com a criação de postos de trabalho de maior qualidade, proporcionando a macro transformação econí´mica.