

A força de comando do estado se dá pela centralização do poder, que está convergido nas diversas instituiçíµes que compíµe a estrutura de mando. Esta idéia de estado está atrelada í s idéias de organização, territorialidade e nacionalidade. O estado utiliza de seus aparelhos para manter sua força e seu controle.
Assim, o estado dispíµe de mecanismos que criam normas, que as fazem cumprir e que punem os infratores. Estas normas têm em vistas a defesa de um grupo, da classe dominante que detém o poder estatal.
A violência está distribuída entre todos os grupos, desde a família até as mais complexas instãncias de relaçíµes humanas. Contudo, a única instituição que pode fazer uso da violência de modo legítimo é o Estado. Este utiliza de várias formas de violência para garantir o controle da sociedade e fazer com que os cidadãos tenham comportamentos desejáveis. A coação é mais usada para garantir a reprodução de comportamentos desejáveis, tem um aspecto moral e visa abater o ãnimo, podendo ser através de ameaças, chamadas de atenção, gera o medo. Já a coerção é utilizada para punir os infratores e garantir que a infração não se repita, trata-se da violência física..
Algumas formas de governo se mantiveram e se mantém pela utilização desta violência coerciva, principalmente nos regimes totalitários ligados a figuras emblemáticas, como Hitler na Alemanha, Mussolini na Itália e Lênin na União Soviética. Nas ditaduras da América Latina esta violência foi utilizada para manter a ordem desejada, mas não foi tão abusiva.
Nos governos democráticos a violência é mais simbólica. Por meio de aparelhos ideológicos como a escola, a mídia e a família, transmite-se outra forma violenta de contenção, onde não se faz uso da força física, mas da disseminação de modelos ideários, uma clara violência de coação. í‰ possível perceber estes modelos nas veiculaçíµes que o estado faz na mídia, seja no uso da imprensa audiovisual ou na imprensa escrita. Trata-se de uma violência de que mantém a ordem, sem ferir os cidadãos.
O panótico de Foucault, apresenta o modelo de vigilãncia. A visão do todo garante a segurança e o controle, que é mantido por meio de uma violência de coação. Que, dependendo da reação, pode se apresentar como violência de coerção. Assim, a violência simbólica traz a coação como modelo e sua função principal é disciplinar, assegurando o controle total.
Esta violência se impíµe através de três: a organização do espaço (onde está?), o controle do tempo (aceleração das atividades em relação do tempo) e a constante vigilãncia do olhar.
Talvez não percebamos, mas os aparelhos do Estado garantem a manutenção do mesmo em vistas de sua segurança e durabilidade. Nessa situação somos súditos surdos e silenciosos, mas dificilmente temos consciência disto.