Robson Miguel Camargo

Autoemburrando-se

“Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada.” Tabacaria do Pessoa começa assim e o resto do poema é puro antagonismo justificável dessas expressões iniciais. Fico nelas porque não poder querer ser alguma coisa,... leia mais »

 

Na lentidão do alento a redundância das alegrias

Quarta-feira, início da tarde, consulto o correio eletrônico para saber se fui, finalmente, contemplado com uma boa notícia de premiação por sorte ou merecimento. Desolado, confirmo que nem uma nem outro. Não faz mal, penso. Um dia as... leia mais »

 

Veliz Ano Novo? Gungabilé? Credo!!!

Daí que a Dona Merislawa me liga babando alegria pelo ano que terminava e babando otimismo pelo ano que se iniciava e babando sonhos irrealizáveis pelo champanhe que tomava e babando faceirice nos brindes que levantava e babando redundâncias... leia mais »

 

Alazarentando as coisas lazarentiadas

Fico nessa agonia das coisa por fazê i que não se fazem por si. Que locura dos tempo moderno que cada vez que tecnologificam mais as coisa mais fila as pessoa tem quinfrentá. Que merda essa coisa de ter que isperá tanto pra fazê qualquer... leia mais »

 

Escafiotando a encafifação

Na caminhada pela nova pista o encontro embassado com pessoas conhecidas que passavam correndo de mãos dadas. O vento batia forte nelas fazendo-as voar, como imagens de um filme de terror em que os defuntos cabeludos saem das catatumbas e simplesmente... leia mais »

 

Nem bem, nem ben: só dita. Ficção

Num tempo em que a ingenuidade era outra, as pastelarias eram outras e os políticos não eram os outros; num tempo em que as esperanças eram outras, os sonhos eram outros e os políticos não eram os outros. Num tempo em que as gentilezas... leia mais »

 

Dessas coisas

Estava no norte do estado capacitando Conselheiros dos Direitos da Criança e do Adolescente e da Assistência Social. Lá pelas tantas, num dos debates que procurava estabelecer padrões de interpretação do que as crianças estão aprontando... leia mais »

 

Do Lula à Dilma, o bolsa. 5 a 3. I

De repente a estagiária chega na sala, zóiúda, assustada, anunciando que tinha uma dona que queria falar com o chefe “disso daqui” - Como assim, “disso daqui”? - Foi o que ela disse! Respondeu a zóiudinha, pouquinho... leia mais »

 

Pode ser a Merislawa?

Távamos nóis lá, no camarote real, eu a Dil, a Fer, a Glei, a Dé, a Cris da Argentina, a Gê, da Alemanha, a Aninha do Menos Você, aquela loca da Hí, que veio acompanhando a mulher do Bá; nossa, só as lulú daltíssima. Eu cas colherzinha... leia mais »

 

Otários, cúmplices e burros

“Otário: indivíduo tolo, fácil de ser enganado. Cúmplice: pessoa que tomou parte num delito ou crime; pessoa que colabora ou toma parte com outrem em algum fato. Burro: quadrúpede solípede; híbrido de égua com o jumento; …... leia mais »